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domingo, 3 de abril de 2022

Pai faz investigação por conta própria e filhos que estavam há 1 mês presos injustamente são soltos

 Domingo, 03 de Abril de 2022

Imagem: reprodução/TV Globo

A Justiça mandou soltar na sexta-feira (1º) dois jovens negros de Diadema, na Grande São Paulo, que estavam presos há um mês, suspeitos de roubar dois carros. A defesa de Luiz César Marques Júnior, de 24 anos, e Gustavo Marques, de 20 anos, conseguiu a revogação da prisão preventiva após o pai dos jovens reunir provas por conta própria.

O roubo de um dos veículos ocorreu na Rua Paquistão, em São Bernardo do Campo, por volta das 18h47, porém, a família alega que no mesmo horário, Luiz e Gustavo estavam em um bar com o pai no bairro Campanário, em Diadema.

O pai dos jovens conseguiu com a ajuda dos moradores do bairro reunir imagens das câmeras de seguranças que mostram o trajeto que eles fizeram até o bar, desde que saíram de casa por volta das 17h59, até o horário em que chegaram no bar às 18h20. Pelas imagens também é possível os dois jovens no local até às 19h30.

Reconhecimento falho

A prisão dos irmãos foi baseada em reconhecimento pelas vítimas. Uma delas reconheceu os dois por causa do tom de pele, uma camisa cinza escura e um boné branco. O pai reuniu imagens de câmeras de monitoramento para provar que os filhos não estavam no momento do assalto.

O advogado dos jovens também denunciou que eles foram colocados ao lado de pessoas muito diferentes no momento do reconhecimento.

“A Justiça precisa parar com isso, a roupa não é base para condenar alguém, procurar investigar mais, olhar pelas pessoas, não pela cor, mas pelo ser humano”, afirmou Luiz para a TV Globo.

“Não escutaram a gente no momento, o que a gente falou eles simplesmente ignoraram. A Justiça precisa parar com isso, a base de roupa não é base para condenar alguém, procurar investigar mais, olhar pelas pessoas, não pela cor, mas pelo ser humano”, afirmou Luiz César Marques Júnior.

De acordo com o boletim de ocorrência, por volta das 18h47, criminosos assaltaram uma mulher e levaram o carro, um VW/Voyage em São Bernardo do Campo. Ela informou que estava tentando entrar na garagem de casa quando um Ford/Ka parou na sua frente, atrapalhando a passagem, e dois homens desceram do veículo: um de “camiseta escura e boné de cor escura” e o outro de camiseta “cinza-claro e boné branco”, ambos “jovens de pele morena”. O Ford/Ka também tinha sido roubado no mesmo dia em Diadema.

O Voyage tinha rastreador, a vítima informou que voltou para casa e o marido entrou em contato com a polícia enquanto rastreava o veículo. O carro foi encontrado estacionado em frente ao bar em que os jovens estavam.

“Eles já estavam há muito tempo antes bebendo com o pai no bar. Em um determinado momento eles atravessaram a rua para fumar e encostaram no veículo, que já estava parado naquela rua. Como tinha rastreador a polícia militar se dirigiu até o local e se deparou com dois jovens negros encostados no carro. Imediatamente eles efetuaram a prisão dos jovens, não quiseram ouvir ninguém, até porque são dois jovens negros”, afirmou Ewerton Carvalho, advogado da família.

Em nota, a Secretária de Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que “o caso foi registrado pelo 3º DP de Diadema. Na ocasião, os suspeitos foram reconhecidos por duas vítimas. O inquérito policial foi encaminhado para análise do Poder Judiciário e, até o momento, não retornou à unidade para novas diligências”.

Com informações de Metrópoles e g1/ Blog do BG

OPINIÃO DOS LEITORES

  1. Se fosse 2 brancos, moradores de Higienópolis, duvido que seriam abordados.
    Racismo estrutural, o câncer sem cura.
    A boiada imunda pode consultar o Google.

    1. Nao confundir racismo com incompetência (erro) do orgão publico de investigação. é preciso rever o modelo. Nao investigaram.. nesse caso e em outros que a midia divulga nao investigam! Soltam bandidos confessos e prendem inocentes. Sao duas policias pra manter a tal segurança publica. O curso de direito pra ser policia civil ta ajudando no quê na melhoria do serviço prestado? Na escrita? na investigação?? Antes um cabo e um sargento faziam esse papel, e foram trocados por bachareis em direito recem formados e sem experiência.. com a justificativa que haviam erros processuais.. décadas depois, passa a impressão que ta bem pior. Nao creio que o problema seja o tipo de graduação universitaria.. mas a carreira !!! entra sem experiencia, sem pratica de nada pra comandar investigaçoes.

    2. Vc não tem jeito, caso simples de idiotisse reversa, só vejo vc levando lapada.

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