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sexta-feira, 11 de março de 2022

O porquê dos jornalistas terem tanto ódio aos militares e amarem tanto a esquerda….

 Quinta, 11 de Março de 2022

A História Não Contada de 1964.

Por que intelectuais, jornalistas, historiadores, professores e escritores tem tanto ódio dos militares brasileiros?

A razão jamais divulgada, até hoje, é essa, uma aula de realidade.

Uma semana depois de assumirem o governo, os militares patrocinaram uma emenda constitucional que se tornaria o maior erro deles.

Promoveram a emenda constitucional número 9 de 22 Julho de 1964, e logo aprovada, 81 dias depois.

Essa emenda passou a obrigar todo jornalista, escritor e professor deste país a pagar imposto de renda, algo que nenhum destes fazia desde 1934.

Pasmem.

Este é um dos segredos mais bem guardados pelos nossos professores de história, a ponto de nem os novos militares, jornalistas, professores de história e escritores de hoje saberem o que ocorreu de fato.

Além de serem isentos do IR, jornalistas tinham financiamento imobiliário grátis, voos de avião grátis, viviam como reis.

Nenhum livro de história, nenhum jornalista de esquerda jamais irá lhes lembrar que o Artigo 113, 36 da Constituição de 1934 e repetido no artigo 203 da constituição de 1946, rezava o seguinte.

Art. 203:
“Nenhum imposto gravará diretamente a profissão de escritor, jornalista ou professor.”

Por 30 anos foi uma farra, algumas faculdades "vendiam" diplomas de jornalista “até arcebispo era jornalista.”

Por 30 anos esse favoritismo classista era um nó na garganta de nossos médicos, enfermeiras, bombeiros, engenheiros, advogados, odontólogos, farmacêuticos, policiais, psicólogos, arquitetos e militares, que se sacrificavam pelos outros sem reconhecimento.

Que mérito especial tinham esses privilegiados?

Além de poderem chantagear os governos, que muitos faziam.

Especialmente os privilegiados de esquerda, pois o Imposto de Renda é o imposto que por definição distribui a renda dos mais ricos para os mais pobres.

Hipocrisia intelectual maior não há.

Até a família Mesquita entrou na justiça pleiteando a isenção dos lucros do Estadão, alegando que os lucros advinham de suas profissões de jornalistas.

Só que com esta medida os militares de 1964 antagonizaram, em menos de dois meses de poder, toda a elite intelectual deste país.

Antagonizaram aqueles que, até hoje, fazem o coração e as mentes dos jovens.

“Grande parte dos jornalistas que tiveram suas crônicas coletadas para este livro, Alceu de Amoroso Lima, Antônio Callado, Carlos Drummond de Andrade, Carlos Heitor Cony, Edmundo Moniz, Newton Rodrigues, Otto Lara Resende, Otto Maria Carpeaux, entre outros, foram aqueles que logo se arrependeram do apoio dado ao golpe.”

Essa gente apoiou a luta pela democracia, ela só se tornou golpe depois da PEC que tirou seus privilégios classistas.

“Os Jornalistas apoiaram abertamente o regime, mas antes dele fazer aniversário de um ano, já eram adversários do regime que ajudaram a instalar”, continua Alzira Alves.

Só por que mexeram no bolso dos jornalistas e historiadores, dos intelectuais a professores, numa medida justa, democrática, e que combateu a má distribuição da renda, que esses canalhas incentivavam.

Se os militares fossem de fato de direita, como jornalistas, professores de história e escritores não pararam de divulgar, eles teriam feito o contrário.

Eles se incluíram nesta lista classista.

Mas foram éticos e não o fizeram.

Jornalistas também não pagavam imposto predial, imposto de transmissão1, imposto complementar2, isenção em viagens de navio, transporte gratuito ou com desconto nas estradas de ferro da União, 50% de desconto no valor das passagens aéreas e nas casas de diversões.

Eram tratados de forma diferenciada das demais profissões. Tinham incontáveis privilégios.

Devido a estas isenções na compra de casa própria, a maioria dos jornalistas tinha pesadas dívidas, e a queda de 15% nos seus salários causou problemas financeiros.

O tal “golpe” que os militares causaram foi, na realidade esse. 

Contra os que se achavam intelectuais e não contra a nação.

Para que nenhuma dúvida ficasse, eu me dei ao trabalho de ir buscar na internet as Constituições Federais de 1934 e a de 1946 e você poderá confirmar nos links a seguir:

CF de 1934:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao34.htm

CF de 1946:

https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao46.htm

Stephen Kanitz. Consultor de empresas e conferencista brasileiro, mestre em Administração de Empresas da Harvard Business School e bacharel em Contabilidade pela Universidade de São Paulo.

Fonte: Jornal da Cidade Online

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