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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Huck não cumpre promessa e Globo terá que pagar indenização à manicure

Sábado, 15 de Janeiro de 2021

Vânia Ibraim, a manicure que participou do quadro ‘Mandando Bem’, do programa de Luciano Huck em 1º de dezembro de 2012, acaba de ganhar na justiça uma indenização de R$ 30 mil por danos morais, além de um salário de R$ 1,9 mil, em um processo movido contra a Rede Globo.

O processo, baseado em alegação de descumprimento do que tinha sido prometido como prêmio no programa, ainda não transitou em julgado, e a emissora pode recorrer.

No programa, Huck apresentou Vânia como uma manicure com um espírito empreendedor ‘muito claro’.

A proposta era de que se a manicure se esforçasse, fazendo um treinamento de empreendedorismo, lhe seria entregue uma moto reformada e outras duas motos novas, pagamento de um salário enquanto ela estivesse fazendo o treinamento, R$ 30 mil de capital de giro, um veículo da marca Saveiro, trailer itinerante para o atendimento de clientes, abertura da empresa e obtenção das licenças necessárias e elaboração do site da marca e de toda a identidade visual da empresa.

Vânia procurou a Justiça pois não recebeu todos os prêmios e estava enfrentando dificuldades para regularizar a situação da empresa e dos veículos. O trailer, por exemplo, foi entregue, mas sem os alvarás e as autorizações necessárias para a circulação.

O pedido inicial feito pela defesa da manicure foi uma indenização de R$ 200 mil e um salário de R$ 5,3 mil pelo tempo em que ela ficou à disposição do quadro.

Vânia venceu a ação em 2ª instância, revertendo o resultado da sentenção de 1º grau.

Na decisão, o desembargador entendeu que as promessas de deixar e empresa funcionando partiram do próprio apresentador durante o programa, mesmo não aparecendo no contrato de participação feito entre Vânia e a Globo.

“Forçoso concluir que os termos do contrato devem levar em conta, também, o que foi prometido em cadeia nacional de televisão, tanto pela credibilidade que ostenta o veículo de comunicação envolvido, como pelo fato de que a participante é uma pessoa humilde, com clara hipossuficiência econômica e de conhecimentos sobre o que iria ser alterado em sua vida”, escreveu o desembargador Nagib Slaibi.

Os valores do pedido acabaram sendo reduzidos para R$ 30 mil de indenização por danos morais e um salário de R$ 1,9 mil. A Globo deve ainda fazer toda a regularização do automóvel, além de providenciar acertos tributários no nome da manicure junto à Receita Federal.

Fonte: Jornal da Cidade Online

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