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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Após áudio 'gravíssimo', Janot pretende revogar imunidade de delatores da JBS

Quinta, 07 de Setembro de 2017

Foto: Divulgação

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, estuda revogar a imunidade concedida no acordo de delação do empresário Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, e outros dois executivos da empresa. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a invalidação deve ocorrer até o final da próxima semana, quando chega ao fim o mandato de Janot na Procuradoria-Geral da República. Na avaliação da PGR, houve descumprimento de duas cláusulas do acordo que tratam de omissão de informações por má-fé, transgressão que leva à revisão dos benefícios concedidos aos delatores. Ainda segundo a publicação, o principal deles foi o de não denunciar os delatores à Justiça. Caso a revisão ocorra, os executivos podem ser denunciados e processados, com possibilidade até de serem levados à prisão. Entretanto, novas diretrizes para o acordo precisarão ser negociadas com a defesa. Uma reunião marcada para a próxima sexta-feira (8) deve tratar do assunto. Qualquer medida, no entanto, só pode ser adotada após delatores e demais envolvidos serem ouvidos pela PGR para fornecer explicações sobre as novas suspeitas. A revisão do acordo passou a ser considerada pela PGR após os delatores entregarem ao órgão um áudio com indícios considerados “gravíssimos” de irregularidades na realização do acordo de colaboração. Em um diálogo com Ricardo Saud, Joesley chegou a afirmar que Janot pretendia ser advogado no mesmo escritório que defendeu a empresa, o mesmo em que trabalhou Marcello Miller, ex-procurador suspeito de influenciar o procurador-geral nas decisões sobre o acordo. Ainda na conversa, Joesley assegurou a Saud, que eles não iriam para a cadeia. "No final a realidade é essa, nós não vai ser preso. Nós sabemos que nós não vai", disse o empresário.

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