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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Advogado de Lula depõe a Moro e diz que Marisa Letícia tratava de aluguel

Quarta, 19 de setembro de 2017

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Compadre do ex-presidente Lula, o advogado Roberto Teixeira prestou depoimento nesta terça-feira (19) ao juiz Sergio Moro e, assim como o petista, atribuiu a responsabilidade sobre um imóvel alvo de ação penal na Lava Jato à ex-primeira-dama Marisa Letícia, que morreu em fevereiro.

Compadre do ex-presidente Lula, o advogado Roberto Teixeira prestou depoimento nesta terça-feira (19) ao juiz Sergio Moro e, assim como o petista, atribuiu a responsabilidade sobre um imóvel alvo de ação penal na Lava Jato à ex-primeira-dama Marisa Letícia, que morreu em fevereiro.

Teixeira é réu, junto com Lula, em ação sobre suposto favorecimento da Odebrecht ao ex-presidente por meio da compra de um terreno para o Instituto Lula e de um apartamento em São Bernardo do Campo (SP).

O Ministério Público Federal afirma que Lula não pagou aluguéis pelo uso da unidade, vizinha à que mora, e que a propriedade foi adquirida com dinheiro da Odebrecht por meio do engenheiro Glaucos da Costamarques, em 2010.

O advogado disse que assessorou na elaboração do contrato de aluguel e que tratou do assunto com Marisa Letícia, que foi quem assinou o contrato de locação.

Disse ainda que, nos anos seguintes, a ex-primeira-dama pediu ajuda para a elaboração da declaração do Imposto de Renda e afirmou que não tem nenhuma informação sobre como se dava o pagamento de aluguéis a Costamarques.

“Minha atuação é apenas e tão somente como advogado. Não sou administrador, não sou gestor. Sou amigo, tão e somente amigo, mas minha amizade não se estende a essas outras informações todas.”

Ele afirma que o fato de os aluguéis estarem declarados no Imposto de Renda de Lula e de Costamarques indica que os valores foram efetivamente pagos. “Se constou no imposto de renda é porque existe.”

O apartamento foi comprado pelo engenheiro, falou Teixeira, por uma junção do interesse em investir no imóvel com a pretensão da família de Lula em ocupar a unidade para garantir mais privacidade.

Ele disse que Costamarques mentiu e falou “asneiras” em seu depoimento na Justiça Federal. O engenheiro afirmou que só recebeu aluguéis a partir de 2015.

Ao depor, na semana passada, Lula afirmou que Marisa Letícia administrava o patrimônio da família e disse desconhecer a suposta falta de pagamento de aluguel.

TERRENO

Costamarques também é alvo da acusação na outra parte da acusação, que trata da compra de um terreno da zona sul de São Paulo que abrigaria a sede do Instituto Lula.

O engenheiro comprou o terreno, assumindo uma série de débitos, e revendeu para uma empreiteira ligada à Odebrecht, em uma atuação apontada pela Procuradoria como a de um laranja.

Teixeira negou que tenha havido irregularidades no processo de compra pela Odebrecht da propriedade.

Ele representou, como advogado, Costamarques nessa negociação e disse que o imóvel foi comprado por ser uma “pechincha”. Costamarques, é primo distante de José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente.

O advogado diz que, após a compra, o ex-diretor da Odebrecht Realizações Paulo Baqueiro de Melo, hoje delator, procurou Costamarques para que um “pool” de empresas adquirisse o imóvel com o objetivo de instalar o Instituto Lula e o acervo presidencial.

Apesar de a Odebrecht Realizações ter negociado a compra da empresa, quem comprou foi a construtora DAG. Segundo Teixeira, esse trâmite foi “absolutamente normal”.

“É muito comum num processo de aquisição aparecer uma segunda ou uma terceira pessoa adquirindo o imóvel por conta das negociações [que tenham feito anteriormente]”, disse.

Ele negou que tenha recebido qualquer dinheiro “por fora” ou tratado sobre o tema com o ex-ministro Antonio Palocci ou o ex-presidente Lula. Ainda disse que soube, posteriormente, que outros imóveis foram oferecidos a Lula, mas não deu assistência jurídica a nenhum deles. “Minha atuação foi até a lavratura da escritura”, repetiu.

Esse é o último depoimento do processo. Agora, Sergio Moro receberá manifestações finais da defesa e do Ministério Público e, então, poderá decidir sobre o caso. O juiz estabeleceu um prazo de cinco dias para a juntada de documentos.


Folha de Pernambuco / Blog do BG

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