Domingo, 08 de março de 2026
Transferido nesta sexta-feira (6) para a Penitenciária Federal de Brasília, o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ficará em uma cela individual de seis metros quadrados, padrão das unidades do sistema penitenciário federal.
O espaço possui móveis de concreto integrados à estrutura, incluindo uma cama elevada, uma bancada que funciona como mesa e um banco fixo. A cela também conta com área de higiene com pia, vaso sanitário e chuveiro. A iluminação natural entra por uma pequena janela localizada na parte superior dessa área.
Dentro da cela não há televisão nem tomadas elétricas. A iluminação e o funcionamento do chuveiro são controlados externamente pelos agentes penitenciários, em horários definidos pela administração da unidade.
Antes de ocupar a cela definitiva, Vorcaro deve permanecer 20 dias em uma cela de inclusão, etapa inicial destinada à adaptação de novos presos. Nesse período, os detentos recebem orientações sobre as regras da unidade e um documento com direitos e deveres, além de uniforme, itens de higiene e materiais de leitura.
Inaugurada em 2018, a penitenciária integra o sistema federal de segurança máxima e possui 208 celas individuais distribuídas em quatro blocos, em uma área construída de cerca de 12 mil metros quadrados.
O complexo conta com monitoramento permanente por câmeras com áudio e vídeo, torres de vigilância, muralhas e barreiras de segurança. As estruturas são reforçadas com concreto armado para impedir fugas.
A rotina dos detentos é marcada por restrições. Os presos passam a maior parte do tempo nas celas e podem sair apenas em horários determinados, como para o banho de sol diário de até duas horas, sempre sob escolta.
Os deslocamentos seguem protocolos rígidos: o preso é revistado sempre que sai da cela, e o dormitório também passa por inspeções. As comunicações externas são limitadas e ocorrem apenas por parlatório ou videoconferência, sem contato físico com familiares ou advogados.
A transferência de Vorcaro foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, após a Polícia Federal apontar riscos à segurança pública e à integridade do investigado caso ele permanecesse em um presídio estadual.
Com informações de O Globo

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