Quinta, 12 de março de 2026

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, negou nesta quinta-feira (12) a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar, na Câmara, as irregularidades no caso do Banco Master.
Na decisão, Zanin apontou “defeitos processuais” na ação apresentada ao Supremo e entendeu que o problema deve ser, inicialmente, analisado pelo próprio Poder Legislativo e que o caso seja apreciado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.
Parlamentares da oposição protocolaram, na segunda-feira (9), um mandado de segurança com pedido de liminar para que o STF garantisse a instalação imediata da CPI.
Em fevereiro, o pedido para instaurar uma comissão que investigasse o caso chegou a ultrapassar o número mínimo de assinaturas exigido pelo regimento, mas travou pelo rito formal. O requerimento precisa ser lido em sessão conjunta da Câmara e do Senado para que a CPMI seja formalmente criada.
Na tentativa de escalar a ação para o Supremo, o grupo argumentou que os presidentes das Casas, Hugo Motta (Republicanos) e o senador Davi Alcolumbre (União-AP), agem com “omissão inconstitucional” ao não realizar a leitura dos requerimentos.
Atualmente, existem ao menos três pedidos aprovados para a abertura de comissões que investiguem o caso, sendo duas CPIs, uma no Senado e outra na Câmara, e uma CPMI, que reuniria parlamentares de ambas as Casas.
O foco da CPI
A CPI pretende investigar pontos que já são apurados pela CPI do Crime Organizado, que ocorre no Senado. Entre eles, o acordo entre o escritório Barci de Moraes, da esposa do ministro do Supremo, com o banco Master, e possível proximidade do também ministro Dias Toffoli com pessoas próximas a Daniel Vorcaro.
Em vídeo publicado nas redes sociais, a deputada federal Bia Kicis, que assinava a ação enviada ao STF, afirmou que o grupo aguardava uma ação do governo que fosse condizente com o interesse da sociedade em chegar aos fatos do que considera “o maior escândalo do país”, mas diante a imobilidade, decidiram agir.
Infomoney
Opinião dos leitores
“A JUSTIÇA É CEGA MAIS NÃO É BOBA” Alguma autoridade já falou isso.
Infelizmente a banda podre do STF que trabalha a favor da criminalidade é maioria, estamos no mato sem cachorro
Esperar o que de uma turma de desumanos, que condenaram uma pessoa a 14 anos de prisão pra manter de pé uma farsa de golpe de estado? Os caras estão destinados a defesa dos seus amigos e ferrar quem é de outro espectro político.
Eu não sabia que Zanin é deputado federal…
O comparsa dos PTralhas, já começou a atuar, fazendo o que mais sabe fazer, defender bandidos.
Inacreditável o posicionamento desta corte ! Claramente a serviço e proteção da corrupção e dos corruptos ;acorda Brasil pois já passamos do fundo do poço !
Mais uma mau caráter no STF.