Domingo, 08 de março de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (7) a criação de uma coalizão com países da América Latina para combater cartéis do narcotráfico. A iniciativa, chamada “Escudo das Américas”, foi apresentada durante encontro com líderes da região em seu resort em Doral, no estado da Flórida.
Participaram do evento o presidente da Argentina, Javier Milei; o presidente de El Salvador, Nayib Bukele; e o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast.
O presidente Lula não foi convidado para participar da iniciativa, assim como os líderes de Colômbia e México. A porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Amanda Roberson, afirmou que participaram apenas países que já mantêm cooperação estreita com Washington na área de segurança.
Durante o discurso, Trump afirmou que a aliança busca ampliar a cooperação regional no combate ao narcotráfico e ao crime organizado, que, segundo ele, tem ampliado seu poder e influência em vários países da região. O republicano, no entanto, não detalhou como funcionará a coalizão.
O encontro ocorre após o lançamento da chamada “Doutrina Donroe”, proposta de Trump inspirada na Doutrina Monroe, com foco em reforçar a influência dos Estados Unidos no hemisfério ocidental e conter a presença de potências como a China.
Brasil
Sobre o Brasil, A porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Amanda Roberson, disse que a parceria com os EUA continua ativa e citou operações conjuntas entre a DEA e a Polícia Federal do Brasil, que resultaram na apreensão de mais de 70 toneladas de cocaína em 2024.
Durante o evento, Trump também criticou a atuação de cartéis no México, afirmando que as organizações criminosas têm ampliado sua influência e representam ameaça à segurança regional.
O presidente americano ainda comentou a relação com a Venezuela, elogiando a vice-presidente Delcy Rodríguez pela cooperação recente com os EUA. Ele também voltou a criticar o regime de Nicolás Maduro e afirmou que Washington pretende avançar em negociações envolvendo Cuba.
Após o encontro com os líderes latino-americanos, Trump seguiu para Dover, no estado de Delaware, onde participa de cerimônia em homenagem a seis militares americanos mortos na recente Guerra no Irã.

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