Terça, 03 de março de 2026
"Quando ela suspendeu o vestido mais ou menos até aparecer a nádega, eu fiquei desesperada. Só catei os documentos e falei: 'Vamos para delegacia'. A minha filha foi muito corajosa, tanto que fez com que ela reconhecesse esses meliantes. Através desse reconhecimento, pode haver outras vítimas. Eu só quero que eles paguem", afirmou a mãe da jovem.
A investigação da 12ª DP (Copacabana) resultou no indiciamento de Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho. O inquérito analisou depoimentos, imagens de câmeras de segurança e laudos periciais.
A adolescente relatou aos investigadores que sofreu agressões físicas no apartamento. Ela descreveu que recebeu tapas e socos em diversas partes do corpo após outros rapazes entrarem no quarto. A jovem foi segurada pelos cabelos e forçada a praticar atos contra sua vontade.
A vítima contou que o menor de idade que a convidou para o apartamento desferiu um chute em sua região abdominal. Os outros quatro envolvidos impediram sua saída ao fechar a porta do cômodo. As agressões continuaram mesmo depois de ela declarar que estava "cansada" e pedir que parassem.
O menor de idade questionou se a mãe da adolescente a via sem roupas. Ele teria dito que ela "não podia vê-la assim porque estava com o corpo marcado e até sangrando". A jovem enviou um áudio ao irmão ao deixar o local informando ter sido estuprada.
A adolescente procurou a avó, com quem reside. Ela foi até a delegacia para registrar a ocorrência. O inquérito policial incluiu a análise de imagens das câmeras de segurança do prédio. As gravações registraram a chegada da vítima e dos envolvidos ao imóvel. As imagens também mostraram a saída do grupo.
A adolescente realizou o reconhecimento formal dos quatro indiciados como participantes das agressões. O exame de corpo de delito anexado ao inquérito identificou múltiplas lesões no corpo da vítima. O laudo aponta equimoses e escoriações na região dorsal e nas laterais do corpo. O documento registra marcas na região glútea.
O laudo pericial também registra sangramento. O documento descreve achados compatíveis com violência física recente. A autoridade policial concluiu pelo indiciamento dos quatro jovens com base nos depoimentos, nas imagens de segurança e nos laudos periciais. O caso foi encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre o oferecimento de denúncia.
Fonte: Jornal da Cidade Online

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