Sábado, 07 de março de 2026
Hoje, assim como ocorre com os demais integrantes do STF, agentes acompanham os trajetos oficiais e compromissos públicos do ministro. A mudança em avaliação pretende ir além desse modelo tradicional, permitindo que a escolta também esteja presente nas movimentações dos familiares, garantindo um nível mais abrangente de proteção.
Segundo informações de bastidores, integrantes da Polícia Judicial consultaram o gabinete de Mendonça para verificar a necessidade e a viabilidade prática da medida. Assessores indicam que o ministro tende a concordar com a ampliação do esquema de segurança, caso a estrutura operacional permita a implementação.
Nos últimos meses, o próprio magistrado passou a adotar cuidados extras com sua segurança pessoal. Em determinadas aparições públicas, por exemplo durante pregações realizadas na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, Mendonça chegou a utilizar colete à prova de balas como medida preventiva.
A preocupação com a segurança também está relacionada a investigações conduzidas sob sua relatoria no Supremo. Entre elas estão apurações consideradas sensíveis, como o caso envolvendo o Banco Master e o esquema de fraudes com descontos ilegais em benefícios do INSS.
Em um dos inquéritos, que resultou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, o ministro descreveu a atuação de uma “organização criminosa” que funcionaria como uma espécie de milícia privada. Conforme as investigações, o grupo, identificado como “A Turma”, teria realizado monitoramento ilegal de indivíduos e promovido ameaças contra autoridades, jornalistas e adversários.
Relatórios da Polícia Federal também indicaram a existência de ordens para intimidar críticos e até promover agressões físicas. Diante desse cenário e do perfil do grupo investigado, a Polícia Judicial passou a considerar prioritário avaliar o reforço na segurança não apenas do relator, mas também de seus familiares.
Fonte: Jornal da Cidade Online

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