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domingo, 21 de julho de 2019

Retomar dinheiro de corrupto funciona mais que prisão, diz AGU


Foto: Reprodução/TV Brasil

O advogado-geral da União, André Luiz Mendonça, afirmou que recuperar dinheiro de corrupção ainda é muito difícil no Brasil e no mundo. Mas ressaltou que devolver os valores aos cofres públicos funciona mais do que simplesmente mandar a pessoa para a prisão. “Porque na cadeia, depois de um tempo, ela [a pessoa condenada] pode sair e usufruir daquele patrimônio. Recuperando o dinheiro, você tira todo um estímulo à prática da corrupção.”

Em entrevista à jornalista Roseann Kennedy, para o programa Impressões, da TV Brasil, ele disse que, com a soma do valor a ser devolvido aos cofres públicos nos próximos dois anos e do montante recuperado no ano passado, a expectativa do governo é reaver R$ 25 bilhões, frutos de acordo de leniência. Para o advogado-geral, é muito gratificante trabalhar nessa área “por ajudar o país a ter uma mudança de perspectiva, na cultura de corrupção que, em certo momento, está impregnada no servidor público”.

Apesar de trabalhar num segmento tão árido, André Luiz Mendonça avaliou que não fez inimigos na sua trajetória. “Eu pautei a atividade de combate à corrupção por uma premissa: responsabilidade e respeito às pessoas. Eu vou agir de acordo com a lei. Mas isso não significa que eu preciso criar inimizades ou agir de modo à espetacularizar esse tipo de atuação”, destacou.

Na entrevista, o advogado-geral da União, que também é pastor, falou das ações religiosas que ainda consegue desenvolver. Destacou a importância de agradecer a Deus e de o ser humano saber que saber que é passageiro. “Padre Antônio Vieira tinha uma frase mais ou menos assim: pó que está em pé não se esqueça que serás pó deitado. Então, a gente é passageiro por aqui e vai levar o que foi capaz de construir de bom para as pessoas”, refletiu.

Agência Brasil
OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Flauberto Wagner
    Será se a posição da AGU tem um propósito é a sua línha de atuação conforme a lei, todavia, é importante frisar que a prisão do corrupto é pena em razão do crime, já a devolução do dinheiro subtraído é obrigação em função de se tratar de roubo, peculato, apropriação indébita entre outras situações delituosas.
    Data vênia, senhor senhor André Mendonça a sua posição e opinião é de pura defesa do criminoso.
    Aplicar a lei é a razão da contenção do crime é no devido, agora ser complacente com o criminoso é apenas lhe dizer que devolva o bem público e pode ir para casa é fazer prosperar o crime no Brasil.
    Outra coisa, é saber que o Advogado Geral é um possível indicado para o STF e com essa linha de pensamento a coisa só piora.
  2. Marcus
    Tem que fazer os dois ao mesmo tempo: retomar o dinheiro e botar na cadeia. É assim que países como Japão conseguem manter níveis baixos de corrupção e desordem.

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