Quinta, 10 de setembro de 2026
Um documento de quatro páginas apreendido pela Polícia Federal durante a operação contra a produtora Karina Gama registra relatos de supostas pressões para que ela fizesse uma delação premiada e envolvesse o senador Flávio Bolsonaro nas investigações sobre o filme “Dark Horse”.
Nas páginas do documento,Karina afirma ter sido procurada pelo empresário Fernando Sarney, por um pastor evangélico e por um jornalista, que teriam sugerido que ela colaborasse com as autoridades para evitar possíveis consequências nas investigações.
Segundo a produtora, Fernando Sarney teria oferecido apoio jurídico e dito ter “grande proximidade com o Ministro Flávio Dino”. Karina, porém, ressalvou que não presenciou qualquer conversa entre os dois e não tem elementos para afirmar que Dino soubesse da abordagem.
“Diante da abordagem, não manifestei interesse em realizar colaboração premiada, pois não identificava — e continuo não identificando — qualquer razão para adotar tal medida.”
Karina também relatou uma conversa com um pastor, que teria dito possuir contatos no governo federal e no Supremo Tribunal Federal. Segundo ela, o religioso afirmou que uma delação poderia evitar uma possível “complicação”.
Outro contato teria partido de um jornalista. Segundo a produtora afirmou, ela estaria “servindo de bucha de canhão para o candidato” e sugeriu que poderia sofrer medidas judiciais caso não colaborasse.
No documento, Karina também diz que as abordagens provocaram preocupação e temor de interferência política. Ela também afirma que não cometeu irregularidades e que não pretende fazer uma delação baseada em informações que considera falsas.
“Como não cometi nenhuma irregularidade e como não fiz nenhuma delação premiada, tenho receio de que alguma operação policial possa ser realizada contra a minha pessoa por retaliação política e não porque cometi algum ilícito.”
Com informações da coluna Radar – Veja

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