Diante dos últimos resultados nas pesquisas que já colocam Flávio Bolsonaro na frente em cenários de 2º turno e da mais recente escalada na crise institucional, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a defender uma resposta mais incisiva do governo e orientadaram Lula a convocar Conselho da República e defender mandato no STF.
Entre as propostas estão a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, a retirada de André Mendonça das relatorias dos casos Banco Master e INSS e o encerramento do inquérito das fake news.
Interlocutores de Lula também defendem uma nova reunião urgente com o presidente do STF, Edson Fachin, em busca de uma “solução pacificadora”. Outra possibilidade discutida é propor uma mudança constitucional para estabelecer mandatos de 10 ou 15 anos para futuros ministros do Supremo.
No Planalto, a preocupação aumentou após Flávio Bolsonaro (PL) aparecer numericamente à frente de Lula em uma simulação de segundo turno da pesquisa Nexus divulgada nesta terça-feira (8). Assessores avaliam que a crise no STF terá peso importante na reta final da campanha.
Também está em discussão a convocação do Conselho da República, embora a medida divida opiniões no governo por poder ampliar a exposição da crise.
A primeira reação de Lula ao afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, será o recurso da AGU contra a decisão de Mendonça. O governo argumentará que cabe exclusivamente ao presidente nomear e exonerar o chefe da Polícia Federal.
Com informações de CNN Brasil

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