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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Andrei Rodrigues descobre que é descartável e sente a solidão do isolamento

 Segunda, 07 de setembro de 2026

Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, vive um isolamento revelador dentro do governo. Aliados dele apontam "covardia" do advogado-geral da União, Jorge Messias, e inação do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, seu superior hierárquico direto, diante da crise.

Eis a nota de Lauro Jardim sobre o assunto:

“Andrei Rodrigues se sentiu abandonado dentro do governo nessa crise com André Mendonça.
Aliados do chefe da PF têm apontado os dedos para o que classificam como "covardia" de Jorge Messias, da AGU, e a inação de Wellington César Lima e Silva, o Ministro da Justiça, que vem a ser seu superior hierárquico.
Rodrigues, por sinal, recebeu telefonemas de solidariedade dos ex-chefes, Flávio Dino e Ricardo Lewandowski. Mas não do atual.”

O episódio expõe algo maior do que uma crise de comunicação interna. Rodrigues, na prática, responde a Lula, e é de Lula que esperava respaldo político num momento de exposição pessoal — foi citado no relatório da PF sobre o celular de Vorcaro e já avalia processar Mendonça por danos morais. O silêncio do Planalto, porém, confirma um padrão conhecido: a proteção do presidente se estende ao núcleo familiar e aos aliados mais próximos, não a quem apenas cumpre função no aparato de Estado.

Rodrigues descobre, do jeito mais desconfortável, que lealdade a Lula é rua de mão única. Enquanto Lulinha segue blindado pelo pai, o chefe da PF que serve a esse mesmo governo se vira sozinho para administrar sua própria crise de imagem.

Fonte: Jornal da Cidade Online

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