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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Trump revela documentos e expõe o elo da Venezuela com as máquinas de votação

 Sexta, 17 de julho de 2026





Os papéis desclassificados devem dar um impulso forte aos grandes júris que tramitam em Ft. Pierce. Enquanto o material continuava secreto, o andamento ficava lento demais. Agora, com tudo à vista, o ritmo tende a mudar.

Trump também falou de algo que vem sendo discutido há anos. Segundo ele, já em 2018 havia uma articulação envolvendo agências de inteligência americanas, jornalistas, grandes empresas e até sindicatos que atuavam junto com o governo chinês. O objetivo era interferir nas eleições, espalhar narrativas negativas e enfraquecer sua administração. Para o presidente, isso passa de simples política e chega perto da traição.

Ele mencionou ainda o papel de Obama nesse contexto, especialmente na destruição de documentos por meio de sacos de queima durante seu governo. Outro ponto que chamou atenção foi a defesa clara de quem esteve em Washington no 6 de janeiro. Trump deixou claro que, na visão dele, essas pessoas estavam certas ao questionar o resultado de 2020.

As agências também receberam críticas duras. FBI, DHS e CIA teriam atuado de forma coordenada para enfraquecer o governo eleito, escondendo informações importantes do próprio presidente. Essa ocultação deliberada, segundo Trump, configura traição. Ele citou casos em que o FBI teria destruído provas colocando documentos sensíveis em sacos de queima. A CIA, por sua vez, teria ficado com relatórios que confirmavam falhas nos sistemas eleitorais e preferido guardar silêncio.

A mídia também entrou na mira. Trump observou que canais como NBC e ABC optaram por não transmitir o discurso, o que ele interpreta como parte de um esforço maior para proteger uma narrativa construída ao longo dos anos.

Outro ponto prático foi a decisão de notificar os estados sobre a possibilidade de dados eleitorais comprometidos. A medida coloca governadores e responsáveis pelas urnas numa posição delicada: ou agem, ou assumem o risco de serem acusados de conduzir eleições com falhas conhecidas.

Trump ainda trouxe à tona a descoberta, segundo ele feita pelo FBI, de que a China teria fabricado cédulas para beneficiar Biden. A informação teria sido abafada. A CIA, por sua vez, não teria cumprido sua obrigação de informar o Congresso e, em vez disso, endossou a versão de que aquela foi a eleição mais segura da história americana. Além disso, o Departamento de Segurança Interna identificou centenas de milhares de não cidadãos registrados para votar.

Mas um dos trechos mais marcantes do discurso girou em torno da Venezuela e da tecnologia usada nas urnas. Trump apresentou documentos da CIA que mostram que o regime de Maduro desenvolveu métodos para alterar resultados eleitorais de forma praticamente indetectável. Ele foi direto ao dizer que isso de fato aconteceu nas eleições venezuelanas de 2020.

A ligação não é casual. A Venezuela é o país de origem da Smartmatic, empresa que forneceu sistemas de votação em várias partes do mundo. Os relatórios desclassificados reforçam a ideia de que existia conhecimento técnico sobre como manipular esses equipamentos sem deixar rastros claros. Ao trazer isso à público agora, Trump conecta a vulnerabilidade dos sistemas americanos com uma tecnologia que tem raízes diretas na experiência eleitoral venezuelana.

Quem acompanha o tema há tempo sabe que essa conexão já era discutida em círculos mais restritos. O que muda é que agora existe material oficial liberado pela própria Casa Branca.

Ainda assim, fica uma dúvida prática. As mesmas agências acusadas de ocultar informações e proteger interesses estranhos ao eleitorado americano são as que agora deveriam investigar a si mesmas. A experiência mostra que isso quase nunca dá certo.

O pronunciamento de ontem marca uma mudança de ritmo. Os documentos estão fora. As notificações aos estados já começaram. E o Congresso terá dificuldade para ficar parado diante do que foi apresentado. O que vem pela frente deve andar mais rápido.

Foto de Carlos Arouck

Carlos Arouck

Policial federal. É formado em Direito e Administração de Empresas.

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