Terça, 14 de julho de 2026

Os casos de ciguatera, intoxicação provocada pelo consumo de peixes contaminados, cresceram 60,2% no RN. Em apenas seis meses de 2026, o estado registrou 141 casos da doença, número superior aos 88 contabilizados durante todo o ano de 2025, segundo dados da Sesap.
O alerta foi divulgado pela Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (Suvige).
Segundo a Sesap, a ciguatoxina não é eliminada pelo cozimento, congelamento ou salga e também não altera a cor, o cheiro nem o sabor do peixe, o que torna praticamente impossível identificar o alimento contaminado antes do consumo.
Desde 2022, o RN notificou 259 casos da doença, distribuídos em 46 surtos, com dois óbitos. Desse total, 113 casos foram confirmados, 89 seguem em investigação, sete foram classificados como isolados e 13 foram descartados.
Sintomas
Os sintomas podem surgir poucos minutos após a ingestão do peixe contaminado ou até 48 horas depois.
Entre os principais sinais estão dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, coceira intensa, dormência, formigamento, dores no corpo, tontura, fraqueza, fadiga e a chamada inversão térmica, sensação em que o frio parece quente e o quente parece frio.
Nos casos mais graves, a intoxicação pode provocar queda da pressão arterial e redução dos batimentos cardíacos.
Espécies
De acordo com o monitoramento da Sesap, as espécies mais frequentemente associadas aos casos registrados no estado são bicuda (barracuda), arabaiana, dourado, cioba, pescada-branca e galo-do-alto.
Opinião dos leitores
Deveria ser proibido a comercialização desses peixes de água salgada, como pode está nas feiras e supermercados se a maioria está contaminado. Tentem vender carne estragada em um supermercado, para vê o tamanho da multa. Isso é crime contra os consumidores. Cadê a vigilância sanitária, até quando vai ser liberado a venda desse peixe estragado????
Algum caso registrado com o Robalo (Camurim)?