Quinta, 14 de maio de 2026
- Deixa comigo, chefe!
E assim, no apagar das luzes do quinto mandato do PT no mais alto posto executivo do país, nasceu o programa “Brasil contra o crime organizado”.
Com a PEC da segurança pública emperrada no Congresso, Lula usou um decreto e algumas portarias para disponibilizar R$ 11 bilhões para “combater o crime organizado”, sendo R$ 1 bilhão do orçamento e R$ 10 bilhões de empréstimos do BNDES, a serem tomados por Estados já encalacrados em dívidas.
O discurso de Lula, no entanto, demonstra que o uso do cachimbo já entortou irremediavelmente a boca. O povo está preocupado em voltar vivo para casa e, de preferência, com o celular comprado a duras penas, e o Lênin de Garanhuns vem com o papinho acadêmico de “andar de cima e andar de baixo”. A mensagem é que o vagabundo que te rouba o celular não é o verdadeiro culpado, mas sim o cara que “toma whisky no andar mais alto”
A menção a whisky não é aleatória. Whisky é bebida de rico, pinga é bebida de pobre. Lula pode até ser pinguço, mas é de cachaça, não de whisky. Afinal, ele pertence ao “andar de baixo”.
Whisky, por exemplo, foi a bebida degustada no evento patrocinado pelo Banco Master em Londres para um seleto grupo de próceres da República, incluindo um milionário ministro do Supremo. O “andar de cima” se trata bem.
Agora, fiquei na dúvida: teria a menção à bebida escocesa alguma mensagem subliminar aos ministros da Corte?
Marcelo Guterman. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.
Fonte: Jornal da Cidade Online

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