Sexta, 15 de maio de 2026
A desembargadora Louise Filgueiras, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares rigorosas para os envolvidos. O tribunal exigiu a entrega dos passaportes e proibiu viagens internacionais sem autorização prévia.
Os investigados precisam informar seus endereços atualizados, comparecer mensalmente em juízo para justificar atividades e estão impedidos de se ausentar de suas cidades por mais de cinco dias sem permissão legal. O pacote de medidas atinge também os influenciadores Chrys Dias, Débora Paixão e Diogo Santos de Almeida.
A magistrada embasou os alvarás de soltura no excesso de prazo, já que o Ministério Público Federal (MPF) não formalizou a denúncia contra o grupo. A Justiça avaliou que faltavam fundamentos concretos para manter a reclusão.
A Polícia Federal aponta MC Ryan como o principal beneficiário financeiro da organização criminosa. O funkeiro, detido na Penitenciária 2 de Mirandópolis, supostamente utilizava firmas de entretenimento para mesclar lucros lícitos com o dinheiro oriundo das fraudes. Os investigadores detalham que o músico transferia propriedades empresariais para familiares e adquiria joias, carros importados e imóveis luxuosos para despistar as autoridades.
O delegado Marcelo Maceiras revelou o tamanho do bloqueio judicial, que congelou R$ 1,6 bilhão das contas dos alvos. A operação ainda confiscou R$ 20 milhões “só em veículos”, cumprindo 90 mandados em oito estados do país. Ele evitou nomear facções específicas, mas cravou que “parte do dinheiro” movimentado derivava do narcotráfico.
Fonte: Jornal da Cidade Online

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