Segunda, 19 de janeiro de 2026
No último final de semana, o jornal Folha de S.Paulo revelou que duas empresas ligadas a irmãos e a um primo de Toffoli teriam como sócio, até meados de 2025, um dos vários fundos de investimento associados a suspeitas de fraudes cometidas pelo Master.
A ONG afirmou que “o histórico de Toffoli é suficiente para tornar vã qualquer expectativa de que se afaste do caso Master”.
“É um juiz que não se declarou impedido para (1) votar pela anulação da delação de Cabral que o citava; (2) anular monocraticamente as provas da Odebrecht, incluindo depoimento que o citava e e-mail citando o ‘amigo do amigo de meu pai’; (3) suspender multa de 10 bilhões da J&F, que tinha sua esposa como advogada”, disse a Transparência Internacional Brasil no X.
E acrescentou a entidade:
“O que deveria ocorrer é o PGR peticionar pelo impedimento e, após Toffoli negar, os ministros colegiados votarem pelo impedimento. É o que está previsto em lei”.
O deputado federal Luciano Zucco, reforçou esse entendimento, em publicação no X:
“Mais uma vez o Brasil passa vergonha internacional. A Transparência Internacional aponta que o histórico do ministro Dias Toffoli afasta qualquer expectativa de imparcialidade no caso Banco Master. Ele já se recusou a se declarar impedido ao anular a delação de Sérgio Cabral, provas da Odebrecht e ao suspender multa bilionária da J&F, empresa ligada à sua esposa. Em democracias sérias, o afastamento seria automático; aqui, normaliza-se o conflito de interesses e o descrédito institucional.”
Fonte: Jornal da Cidade Online

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