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domingo, 27 de outubro de 2019

VENEZUELANOS REIVINDICAM CUMPRIMENTO DE ACORDO FEITO, ENTRE A ONU E O LAR DA CRIANÇA POBRE EM MOSSORÓ-RN.

Domingo, 27 de Outubro de 2019


Nossa equipe foi procurada no final da tarde deste sábado 26 de outubro de 2019, por familiares imigrantes que vinheram da Venezuela e estão morando provisoriamente no Lar da Criança Pobre, localizado no bairro Abolição I em Mossoró. Os Venezuelanos reivindicam suas permanências de até um ano, o que foi segundo eles combinado pela ONU e o Lar da Criança Pobre. Segundo o Soldador Dioni Silva, 29 anos cerca de dez famílias estão instaladas em Mossoró desde 06 de agosto de 2019, "são quarenta um uma pessoas no total. Sendo vinte adultos e vinte e uma crianças. Segundo os Venezuelanos que não quiseram gravar entrevistas com receio dos familiares na Venezuela ficaram aflitos com toda situação, apenas dois deles conseguiram emprego fixo com carteira assinada, Dioni é um deles. E quando o mesmo relatou que queria mobilliar a casa, a Irmã disse que teriam que deixar a residência, pois o local é para pessoas em situação de extrema pobreza. Dioni fez questão de ressaltar que: "Nós não somos moradores de rua, nós não vivemos em situação de rua. No nosso país éramos trabalhadores. Não estamos aqui em situação de rua, muito menos em situação irregular. Estamos documentados. Fomos trazidos para cá pela ONU, onde foi feito um acordo de permanência de pelo menos um ano, para que pudéssemos ter o mínimo de condições de sustentar nossa família. Como posso sair assim? Do nada? Mesmo trabalhando preciso de um tempo para comprar as coisas que uma casa precisa. Sem contar os que ainda não conseguiram emprego fixo. Aqui apenas eu e outro colega conseguimos". Disse ele. Em uma nota distribuída pelo Lar da Criança Pobre, texto em Português e Espanhol, a Irmã Ellen explica que para a manutenção das despesas é necessário que se pague o aluguel de R$ 300,00 reais. Para eles isso não está possível nesse momento, pois precisam comprar o básico em uma residência como fogão, geladeira, e utensílio do lar. A ONU paga por família uma certa quantia. Desse dinheiro já está sendo descontado segundo eles, água, luz e gás. "Precisamos que seja cumprido o prazo inicial que nos foi dado. Não moramos em situação de rua, estamos aqui tentando nossa sobrevivência. A ONU prometeu trazer os nossos familiares, inclusive tenho três filhos. Dois moram comigo e um está pra vim". Acrescentou Dioni Silva. Ele informou que as pessoas que moram ali não são da mesma família. Os Venezuelanos afirmam, que estão sendo mantidos pelo Lar da Criança Pobre com feijão, macarrão e ovos. Algumas das comidas chegam até nós com prazo de vencimento para o outro dia entendeu? Temos que consumir o mais rápido possível. Não queremos continuar nessa situação humilhante". Disse uma dona de casa.E único objetivo de nos procurar, foi pelo fato de quando eles vão se explicar a Irmã Ellen ela não deixa ou não aceita as explicações. Entramos em contado com a ONU em Brasília através de telefone, e eles ficaram de mandar um representante aqui para acompanhar a atual situação. De acordo com os Venezuelanos foi prometido abrigo de até um ano. Acordo esse firmado entre a ONU e o Lar da Criança Pobre. Não ouvimos a Irmã Ellen, nem algum responsável por se tratar de um fim de semana. Então deixamos aqui o espaço aberto para os pronunciamentos por parte do Lar da Criança Pobre. Na casa foi além do comunicado escrito, colocado um aviso nas portas pedindo a desocupação das casas. Ver fotos.





Fonte: Passando na Hora

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