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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

‘O Brasil quer proteger todas as vidas, inclusive na barriga da mamãe’, afirma ministra Damares

Terça, 26 de Fevereiro de 2019

Foto: Wilson Dias / Agência Brasil

Na saída do encontro com sete representantes da sociedade civil — entre eles seis ONGs, uma delas brasileira —, em Genebra, na Suíça, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, até perdeu o sapato, mas falou com O Globo. Disse entusiasmada, nesta segunda (25), que a reunião tinha sido “espetacular”, mas a empolgação entre os representantes das ONGs era bem menor. A ONG Conectas criticou o trecho do discurso da ministra em que fala no “pleno exercício do direito à vida, desde a concepção”, em uma fala que foi interpretada como oposição à regulamentação legal do aborto nos casos que já são permitidos no Brasil. Damares rebateu:

— Eles não entenderam. O Brasil quer proteger todas as vidas, inclusive na barriga da mamãe. É o objetivo desse governo.

Na reunião com as organizações, foram debatidos temas importantes como a questão dos LGBTs, dos defensores dos Direitos Humanos e a manutenção do diálogo com a sociedade civil. Um dos presentes na reunião tinha colado no bloco de anotações um adesivo com o nome de Marielle Franco, vereadora do PSOL no Rio de Janeiro morta em março de 2018.

— Falamos sobre tudo, sobre como estamos desenvolvendo a política de direitos humanos no Brasil, o nosso cuidado com os povos tradicionais, com as mulheres, com as crianças. Foi espetacular o encontro com essas instituições — disse a minsitra ao GLOBO.

Segundo Damares, os representantes pediram apoio do Brasil em algumas situações, perguntaram sobre o trabalho com a comunidade LGBTI e com os defensores dos direitos humanos.

— Falamos de tudo o que a gente já tinha falado no discurso e que o Brasil já está fazendo, protegendo os defensores dos direitos humanos e ampliando esse programa. Foi muito bom — afirmou.

Damares disse também que a posição do governo brasileiro é se manter no Conselho de Direitos Humanos da ONU.

— O Brasil vai continuar no Conselho.

“O Brasil quer proteger todas as vidas, inclusive na barriga da mamãe”

Camila Asano, da entidade Conectas, que esteve na reunião com a ministra, apontou alguns pontos positivos, como a manutenção do diálogo com a sociedade civil, mas afirmou também que tudo o que foi dito na reunião será cobrado.

— É importante reconhecer que essa abertura de falar com a sociedade civil é uma tradição e ela abriu a agenda dela para esse encontro. A gente valoriza e espera que isso continue, que exista essa troca de informações para que a ministra possa escutar as demandas sociais, e não seja só uma formalidade, mas um espaço de escuta por parte do governo – disse.

Um dos pedidos da Conectas durante a reunião da ministra com as ONGs foi que os relatores especiais que acompanham o caso Brumadinho sejam um dos primeiros a irem ao Brasil.

— Ela disse que levaria em consideração. Diante da dimensão do caso, esperamos que visitas aconteçam rapidamente, não fique só no discurso. — Conta Camila, explicando que outro ponto levantado foi relacionado à limitação do controle das ONGs por conta de uma medida provisória. — Nesse ponto, ela disse que era um assunto superado, que a forma colocada foi um erro de escrita, que o objetivo não era monitorar as ONGS, mas acompanhar o trabalho das que recebem recursos publicos. Acontece que essa MP continua em vigência, porque o texto nao foi corrigido. Temos que ver se esses compromissos serão concretizados. Tudo o que foi dito vai ser cobrado.

O Globo

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