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terça-feira, 25 de agosto de 2026

PF aponta três tentativas frustradas de Lulinha para fechar contratos no Ministério da Saúde

Terça, 25 de agosto de 2026

Foto: Reprodução

Investigações da Polícia Federal apontam que Lulinha teria participado, junto com a lobista Roberta Luchsinger e o empresário Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, de três tentativas de fechar negócios com o Ministério da Saúde durante o governo Lula (PT).

De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, as tratativas envolviam contratos que poderiam movimentar valores milionários. Entre elas estava uma proposta de venda de R$ 627 milhões em medicamentos à base de cannabis, além de negociações para fornecimento de testes rápidos para dengue e outras arboviroses.

Houve também uma tentativa de viabilizar parcerias produtivas com a Iquego (Indústria Química do Estado de Goiás), laboratório público ligado ao governo estadual. Nenhuma das três iniciativas, porém, foi concretizada. As propostas foram barradas ou não avançaram na área técnica do Ministério da Saúde.

No caso do canabidiol, a ideia era centralizar no governo federal a compra dos medicamentos para atender pacientes que obtiveram na Justiça o direito ao tratamento. O plano previa o fornecimento de cerca de 1,2 milhão de frascos por ano por quatro empresas, entre elas a WorldCann, ligada ao “Careca do INSS”.

A PF também investiga a atuação de Roberta Luchsinger como lobista e aponta Lulinha como possível beneficiário indireto de suas ações. A investigação ainda identificou pagamentos de despesas pessoais de Marco Aurélio Ribeiro, mais conhecido como “Marcola”, ex-chefe de gabinete de Lula, feitos pela empresária em 2024.

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