Sábado, 11 de julho de 2026
A operação, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo, ganhou repercussão após ter como um dos alvos a influenciadora Deolane Bezerra.
Para o colegiado do TJ paulista, os elementos reunidos indicam que a suposta estrutura criminosa tem Marcola exercendo influência sobre a movimentação financeira do grupo.
As investigações apontam que Ciro Cesar Lemos, considerado operador financeiro da organização, administrava patrimônio atribuído a Marcola e a Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, além de cumprir determinações da cúpula da facção.
A partir da análise do celular apreendido com ele, investigadores localizaram registros de depósitos destinados às contas da influenciadora Deolane Bezerra e de Everton de Souza, conhecido como “Player”.
Segundo o Ministério Público, entre 2018 e 2021, Deolane recebeu R$ 1.067.505 em depósitos fracionados inferiores a R$ 10 mil, modalidade conhecida como smurfing, utilizada, segundo a investigação, para dificultar o rastreamento da origem dos recursos.
A apuração também aponta que Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola e residente na Espanha, seria um dos elos entre a influenciadora e a estrutura financeira investigada.
Na decisão, o Tribunal destacou que os crimes investigados, como organização criminosa e lavagem de dinheiro, possuem natureza permanente.
Por isso, concluiu que não havia ausência de contemporaneidade, como sustentava a defesa, e que permaneciam presentes os requisitos para a prisão preventiva, diante do risco de continuidade das atividades criminosas, da possibilidade de ocultação patrimonial e da necessidade de preservação das investigações.
Fonte: Jornal da Cidade Online

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