Sábado, 11 de julho de 2026
O equipamento apreendido é uma espingarda da fabricante Maestro Arms Company. Na petição encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, a defesa sustenta que o item foi recebido "a título de presente, sequer chegou a ser retirado das dependências da empresa, circunstância que explica sua permanência naquele estabelecimento comercial até o presente momento".
No documento apresentado ao STF, os advogados indicaram que a empresa responsável pelo armamento está localizada em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Durante o cumprimento da ordem judicial, entretanto, a Polícia Federal localizou a espingarda na residência de um dos responsáveis pela empresa, situada no município de Cachoeirinha (RS), onde o armamento foi apreendido.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes com o objetivo de verificar a localização de outras armas registradas em nome do ex-presidente. A medida ocorreu após uma pistola vinculada a Bolsonaro ter sido apreendida anteriormente durante uma blitz realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal.
Apesar das diligências realizadas nesta quarta-feira, nenhum armamento foi encontrado na residência do ex-presidente. A ação concentrou-se em endereços relacionados aos registros existentes nos sistemas de controle de armas.
Ao fundamentar a decisão, Alexandre de Moraes afirmou que não havia documentação suficiente comprovando que a espingarda permanecia sob a guarda da empresa mencionada pela defesa. Segundo o ministro, essa ausência de comprovação foi um dos elementos que justificaram a expedição da ordem de busca e apreensão para localizar o armamento.
Fonte: Jornal da Cidade Online

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