Sexta, 31 de julho de 2026
A declaração foi dada durante entrevista ao podcast “Inteligência Ltda.”. Lula afirmou que Lulinha é alvo de ataques utilizados contra sua própria trajetória política desde 2006.
Questionado pelo apresentador Rogério Vilela sobre a possibilidade de o filho fazer uma manifestação pública a respeito das acusações, o presidente respondeu negativamente.
Segundo Lula, Lulinha “jura” diariamente que é inocente.
“Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como o filho de qualquer pessoa. Como eu, não haverá qualquer privilégio. Jamais pedirei para um juiz não fazer a coisa correta. Se ele tiver certo, vai ter ajuda minha. Se fizer coisa errada, não vai ter”, disse.
Durante a entrevista, Lula voltou a mencionar a Operação Lava Jato, investigação que resultou em sua prisão em abril de 2018, e citou sua mulher, Marisa Letícia, que morreu em 2017. O presidente afirmou que o filho acompanhou os impactos daquele período e sabe das consequências que as acusações tiveram sobre a família.
“Ele sabe o que eu passei, sabe o que é ver na TV te chamarem de ladrão. Sabe que minha mulher morreu por causa da Lava Jato. Ele não tem o direito de errar”, disse Lula.
A manifestação do presidente ocorreu no mesmo dia em que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de um inquérito para investigar se Lulinha praticou tráfico de influência e corrupção. A apuração está sob responsabilidade da Polícia Federal.
O inquérito autorizado por Mendonça busca esclarecer se Lulinha teria atuado em benefício do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, em negociações envolvendo o Ministério da Saúde. A Polícia Federal suspeita ainda que os dois tenham mantido negócios relacionados ao setor de cannabis medicinal.
Antônio Carlos Camilo Antunes é apontado como um dos principais envolvidos nos desvios de aposentadorias e pensões investigados pela operação Sem Desconto. O lobista havia contratado a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, para prospectar negócios envolvendo cannabis medicinal junto ao governo federal em nome da empresa World Cannabis, da qual era proprietário.
A suspeita investigada pela PF é de que Lulinha teria ajudado a viabilizar uma reunião de Careca com integrantes do Ministério da Saúde. O lobista buscou negociar com a pasta, em 2024 e 2025, um contrato milionário para o fornecimento de medicamentos à base de canabidiol ao governo. O acordo, porém, não chegou a ser firmado.
Fonte: Jornal da Cidade Online

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