Sábado, 23 de maio de 2026
A audiência ocorreu de forma virtual, logo após Deolane ser conduzida ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), em São Paulo. Na ocasião, a influenciadora afirmou que foi presa enquanto exercia sua atividade profissional como advogada e negou qualquer envolvimento criminoso.
Segundo as investigações, a operação também teve como alvo Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado pelas autoridades como líder máximo do PCC. A polícia sustenta que uma transportadora ligada ao grupo criminoso teria sido utilizada para movimentar recursos ilícitos e lavar dinheiro da organização.
De acordo com os investigadores, Deolane teria recebido depósitos bancários considerados suspeitos oriundos dessa empresa. A Polícia Civil afirma que as transferências não estariam relacionadas à prestação regular de serviços advocatícios, mas sim a movimentações financeiras vinculadas ao esquema investigado.
Durante a audiência, a influenciadora argumentou que os valores recebidos estavam ligados ao acompanhamento jurídico de um cliente identificado como Diogenes Gomes Barros, preso por roubo e apontado pela polícia como integrante da facção criminosa.
“Excelência, eu fui presa no exercício da profissão. À época dos fatos eu advogava. É um processo bem antigo, de 2019, 2020. Eu quero deixar bem claro, mesmo sabendo que aqui não se trata de mérito, que eu fui presa por estar advogando”, declarou Deolane perante a Justiça.
O momento de maior emoção aconteceu quando a defesa mencionou Valentina, filha da influenciadora, de 9 anos. A advogada Josimary Rocha destacou ao juiz que Deolane tem direito à análise de prisão domiciliar por ser mãe de uma criança menor de 12 anos, conforme prevê a legislação brasileira.
A defesa protocolou um pedido para que a influenciadora cumpra eventual prisão em regime domiciliar. Até o momento, a solicitação ainda aguarda decisão judicial.
Após a audiência de custódia, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva de Deolane. Inicialmente encaminhada à Penitenciária Feminina de Santana, na capital paulista, ela foi transferida posteriormente para a unidade prisional de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.
As investigações apontam ainda que integrantes da família Camacho teriam participação direta no esquema financeiro sob apuração. Segundo a polícia, Alejandro Camacho, irmão de Marcola, exerceria papel estratégico nas movimentações, enquanto os sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho também aparecem citados em relatórios da investigação.
A Operação Vérnix busca esclarecer a suposta utilização de empresas e intermediários para ocultação patrimonial e circulação de recursos atribuídos à facção criminosa. As autoridades continuam analisando documentos, transferências bancárias e mensagens apreendidas durante as diligências.
Veja:

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