Quinta, 16 de abril de 2026
Foto: reprodução/eduardotorresbrasil/instagram
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para que Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação de Michelle Bolsonaro, atuasse como seu cuidador durante a prisão domiciliar.
A defesa alegou que Carlos Eduardo é pessoa de confiança da família e já auxiliou Bolsonaro em outras ocasiões. Também argumentou que Michelle, a filha Laura e a enteada Letícia têm compromissos profissionais e escolares, o que dificultaria o acompanhamento integral.
Moraes, no entanto, afirmou que a justificativa não configura situação excepcional capaz de flexibilizar as regras impostas. Segundo o ministro, as visitas seguem restritas por razões de saúde, já que Bolsonaro se recupera de uma broncopneumonia bilateral.
Ele ressaltou ainda que dificuldades na rotina familiar não são fundamento jurídico para ampliar o número de pessoas autorizadas na residência, sob risco de desvirtuar a prisão domiciliar.
Bolsonaro foi autorizado a cumprir prisão domiciliar por 90 dias no fim de março, após internação. A medida limita o contato apenas a profissionais de saúde e aos familiares que residem no local.
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