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terça-feira, 29 de junho de 2021

Após matar a família Vidal, Lázaro morre e ganha fã-clube de uma legião de Lazarentos

Terça, 29 de Junho de 2021

Lázaro Barbosa, 32 anos, com extensa ficha criminal. Assassino desde os 19 anos, chegou a ser preso por um curto período. De volta às ruas, passou a tocar o terror por onde andava. Ficou conhecido recentemente pela chacina de uma família inteira.

Ele matou a tiros e facadas, o empresário Cláudio Vidal, de 48 anos, e os dois filhos dele, Gustavo Vidal, de 21, e Carlos Eduardo Vidal, de 15, na chácara da família em Ceilândia.

Após matar o pai e os filhos, sequestrou Cleonice Marques de Andrade, 43 anos, esposa de Cláudio e mãe dos meninos. No cativeiro, Cleonice foi estuprada e morta pelo assassino em série.

E a saga continua: enquanto fugia, um casal e uma adolescente de 16 anos foram feitos reféns por Lázaro, que exigiu que eles andassem em córrego para não deixar rastros, em Cocalzinho de Goiás. A polícia conseguiu resgatar a família em operação cinematográfica, com tiroteio que resultou em um policial ferido e a fuga do criminoso.

Após 20 dias de operação policial, em um bairro Águas Lindas de Goiás onde mora uma ex-mulher do fugitivo, o cerco se fechou para Lázaro. Nessa segunda feira, 28, foi capturado e morto em confronto com a polícia.

Desde a chacina da família, no dia 9 de junho, a internet foi tomada por piadas e memes de mau gosto; deboches e acusações de falta de competência e de planejamento da polícia, na busca do criminoso, além de pedidos pela integridade física do jovem marginal, “vítima da sociedade”.

Procurei, procurei e não encontrei nenhuma linha de pesar pelas vítimas de Lázaro. Uma família jovem, cujo filho mais novo tinha só 15 anos, não mereceu sequer uma linha de pêsames, de piedade, de compaixão, por parte dos defensores do assassino.

Já o Lázaro, ganhou a empatia de toda a esquerda, cuja identificação é inevitável, pois, uma mente doente reconhece a outra.

Não importa se Lázaro foi um nada durante os seus 32 anos, agora, recebe o reconhecimento póstumo, por ter matado família de classe média, em suspeita invasão de terras. Imaginem se essa família tivesse uma arma e matasse o pobre Invasor? Uma arma teria no mínimo, reduzido o número de mortos.

Por todas as mídias encontramos frases de pesar pela morte do pobre garoto negro, excluído, traumatizado. Frases do tipo: “a perseguição do criminoso deixou um lastro de ódio, intolerância religiosa e abusos.” ... “quando o capturam, ao invés de ouvi-lo, o executam. Vexame”. ... “a polícia foi preparada para matar” ...

É mesmo? E o assassino conversou com a família? Teve tanto amor e piedade, que expressou em forma de tiros e facadas. Quem deu porte de arma ao bandido?

Autores dessas falas (acima), fazem parte do fã-clube póstumo de Lázaro. Não demora e estará na mesma galeria de Marielle, a mulher que ficou famosa depois de morta. Alguém a conhecia antes?

“Marielle vive”. “Lázaro vive”. “Vidas negras importam”. O resto do mundo nem existe.

A família do assassino deve estar achando que o crime compensa. Os fãs de Lázaro estão por toda a parte. Uma verdadeira legião de Lazarentos.

Em todos os sentidos da palavra, Lazarentos porque se solidarizam e justificam os crimes do homem, como se vítima fosse.

Lazarentos no sentido figurado, como gente que possui comportamento ou costume repulsivo, insuportável; como por exemplo, reivindicar a soltura de criminosos, e ou a ressocialização de psicopatas incuráveis. Como esse em questão.

Lazarentos, porque expõe as chagas, suas pústulas fedorentas e repulsivas, em corpos desalmados e sedentos por poder.

Usam a miséria, o desemprego, a morte para fingir-se de bons e amorosos. Nunca se importaram com vidas, nem pretas, nem brancas, nem amarelas.

Aproveitam os acontecimentos de hoje para simular compaixão quando o real motivo é politização. Matam bebês no útero e tem piedade de assassino. Síndrome de Estocolmo?

A cena dos policiais comemorando o fim da operação, e ou a morte do serial killer, fez-me refletir sobre o grau de humilhação e de indignação a que a população vem sendo submetida. Quem confia na justiça? Quem se sente seguro? Amparado? Estamos à deriva?

Se Lázaro fosse preso, o povo dos direitos “desumanos” iria arrumar uma tese de insanidade e logo ele estaria nas ruas; como foi feito, quando matou as duas primeiras pessoas e foi liberado da prisão. Segundo o jornalista Roberto Cabrini, pelo menos dez mortes são atribuídas a Lázaro Barbosa. Quem se responsabiliza pelas oito mortes posteriores?

A sensação de injustiça e de impotência pode gerar rebelião interna e alimentar o espírito de vingança. Será preciso regredir ao tempo do “olho por olho, dente por dente?”

Para os hipócritas que estão horrorizados com a comemoração da morte do Lázaro, venho aqui refrescar a memória da oposição sobre a tentativa de assassinato do nosso presidente, e, dos constantes e recorrentes desejos de morte expresso nas mídias sociais, além das brincadeiras macabras com a “cabeça” do chefe maior da nação.

Comparar as mortes do assassino em questão com as mortes da pandemia, e atribui-las ao presidente é uma aberração de mentes doentias.

É sempre bom lembrar que, quem deseja a morte do outro, também pode morrer.

E se você morresse amanhã? Haveria motivo para pesar? Ou para comemorar?

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