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sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Antes da fatídica reunião ministerial, Bolsonaro já havia dado dura reprimenda em Moro, revela relatório da PF

 Sexta, 04 de Setembro de 2020

Numa conversa havida no dia 12 abril, o então ministro Sérgio Moro levou a primeira ‘dura’ de Bolsonaro.

A tal conversa faz parte de um relatório da Polícia Federal entregue nesta quarta-feira (2) ao STF.

Antes da demissão, Moro sugeriu que a polícia poderia impor coercitivamente medidas de isolamento e quarentena na crise da Covid-19.

O fato teria sido relatado numa reportagem do Valor Econômico.

De posse da reportagem, o presidente teria dito o seguinte:

“Se esta matéria for verdadeira: Todos os ministros, caso queira contrariar o PR, pode fazê-lo, mas tenha dignidade para se demitir. Aberto para a imprensa”.

Moro, que se achava muito forte, deixou claro que concordava com a medida, mas negou a conversa com a imprensa e não se demitiu.

“O que existe é o artigo 268 do CP [Código Penal]. Não falei com a imprensa”, disse.

Eis o que diz o artigo 268 do CP:

"Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa:
Pena - detenção, de um mês a um ano, e multa.
Parágrafo único - A pena é aumentada de um terço, se o agente é funcionário da saúde pública ou exerce a profissão de médico, farmacêutico, dentista ou enfermeiro."

Moro qualificou a Covid-19 como “doença contagiosa”.

Na reunião do dia 22 de abril, Bolsonaro deu uma nova reprimenda, desta vez na presença de todos os ministros, na famosa reunião ministerial.

A vaidade de Moro ai então não suportou.

Ele então resolveu se demitir e detonar o governo.

Não conseguiu.

Fonte: O Antagonista

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