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quarta-feira, 21 de março de 2018

Professora da UFRN denuncia surras e choques elétricos em Alcaçuz

Quarta, 21 de Março de 2018



Professora da UFRN, Juliana Melo denunciou que presos da Penitenciária de Alcaçuz estão sendo torturados, inclusive com choques elétricos, desde a rebelião de janeiro de 2017, quando o Governo do Estado divulgou 26 mortos. “São espancados, eletrocutados, insultados, privados de comida, de água, de exercer sua religião, e suas famílias são maltratadas quando vão visitá-los”.

“Se o preso pedir água, apanha; se pedir para tomar banho, apanha; se pedir um remédio, apanha; se estiver dormindo e não ouvir o agente chamando para ‘procedimento’, apanha de novo. Eles apanham e são insultados o tempo todo”, disse Juliana Melo em depoimento dado à revista Época, e publicado nessa segunda-feira, 19.

Durante o citado “procedimento”, conforme o relato da professora, os detentos sentam no chão, enfileirados, “com as pernas abertas e dobradas, cabeça baixa e as duas mãos na nuca”. Em seguida, “agentes passam dando cacetadas nos dedos das mãos”. Ela ainda denunciou que “presos oferecem as costelas, porque não aguentam mais apanhar nos dedos quebrados”.

Outra situação narrada pela professora é a de que presos são eletrocutados no presídio. “Fazem uma fila, um encostando no outro, sendo que o último segura na porta de ferro. O agente dá um choque em todos de uma vez, atacando o primeiro da fila com uma pistola de descarga elétrica”, declarou.


O PORTAL NO AR está em contato com a Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Sejuc), que administra a Penitenciária de Alcaçuz, para saber o que a pasta tem a dizer.

VIA PORTAL NO AR / O Natalense

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Contato : (84) 9604-4055

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