Sexta, 06 de novembro de 2026
Foto: Darkyson Gonçalves/MTE
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) pediu ao governo federal um período de transição de cinco anos para a implementação do fim da escala 6×1. A proposta foi apresentada nesta quarta-feira (4) ao ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, durante reunião em que a entidade entregou 11 sugestões para reduzir os impactos da mudança no setor.
Segundo estudos da CBIC, a redução da jornada poderá exigir a contratação de aproximadamente 300 mil novos trabalhadores para manter o atual ritmo de produção. A entidade estima ainda um aumento de 10% a 15% nos custos de mão de obra, com impacto superior a R$ 20 bilhões anuais caso a capacidade produtiva seja recomposta por horas extras.
O setor alerta que a mudança, sem um período adequado de adaptação, poderá resultar na construção de 35 mil moradias a menos por ano, afetando programas como o Minha Casa, Minha Vida. Também há preocupação com atrasos na entrega de escolas, creches, hospitais e obras de infraestrutura.
“A construção civil precisa de um período de transição para absorver essa transformação com estabilidade. Não é possível adaptar sistemas, renegociar contratos, rever bancos de horas e reorganizar toda a operação em apenas dois meses”, afirmou David Fratel, vice-presidente da entidade.
Entre as propostas apresentadas estão regras específicas para compensação de jornada, critérios para descanso semanal remunerado e ajustes nas normas trabalhistas. O ministro Luiz Marinho recebeu o documento e destacou a negociação coletiva como instrumento para adequar as mudanças às diferentes realidades produtivas.
Com informações do Metrópoles
Nenhum comentário:
Postar um comentário