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sábado, 10 de outubro de 2026

DESESPERO: Lula muda equipe de campanha, traz caciques do PT e tenta virada na reta final

Sábado, 10 de outubro de 2026


Breno Esaki/Metrópoles

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisou passar por uma profunda reformulação logo após o revés no primeiro turno, que colocou o adversário Flávio Bolsonaro (PL) na liderança da disputa eleitoral. A reestruturação interna foi impulsionada pela necessidade de conter atritos, abafar críticas públicas entre aliados e tentar reverter o cenário desfavorável para a reta final.

O próprio petista admitiu publicamente que esta tem sido a campanha “menos organizada” de sua trajetória desde 1989, quando disputou a Presidência pela primeira vez. Diante do resultado adverso, Lula passou a semana em reuniões com lideranças partidárias e candidatos eleitos para tentar salvar o projeto de reeleição.

A apenas 15 dias do segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro, a estratégia da equipe mudou de foco: tentar capturar os votos de eleitores que optaram por branco ou nulo e combater os altos índices de abstenção.

Nova ofensiva nas ruas e nos redutos eleitorais

Tentando conter o desgaste, Lula retomou as viagens de campanha neste sábado (10). Na sexta-feira (9), ele participou de uma passeata em Ceilândia (DF) ao lado do candidato local Leandro Grass (PT), e seguiu para Natal (RN), onde cumpre agenda com o aliado Cadu de Lula (PT) hoje.

A nova estratégia aposta em palanques estaduais fortes e em uma guinada de comunicação nas redes sociais, mirando os maiores colégios eleitorais do país como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, além de tentar estancar a perda de votos no Nordeste, principal reduto histórico do partido.

Dança das cadeiras no núcleo duro

Para tentar injetar fôlego na disputa, o núcleo de coordenação da campanha sofreu uma intervenção drástica: o senador e ex-ministro Camilo Santana assumiu a articulação política, enquanto o também senador eleito Rui Costa ficou encarregado da gestão da agenda presidencial. Rafael Fonteles, governador eleito do Piauí assumiu o comando da estratégia de comunicação, enquanto a coordenação geral permaneceu com Edinho Silva, presidente nacional do PT.

A área de comunicação também foi alvo de mudanças drásticas, com a chegada de marqueteiros baianos e pernambucanos que atuaram nas campanhas de Jerônimo Rodrigues (BA) e João Campos (PE). A alteração ocorre após fortes cobranças internas por uma presença mais agressiva e eficiente do presidente nas redes sociais, apontada por aliados como uma das maiores falhas da primeira fase da eleição.

Com informações do Metrópoles

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Contato : (84) 9 9151-0643

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