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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Gilmar Mendes aponta risco de ‘politização da Justiça Eleitoral’ e sugere que integrantes do TSE devam ser afastados

Segunda, 21 de setembro de 2026

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro do STF Gilmar Mendes que o principal risco à Justiça Eleitoral “vem de dentro” e defendeu que magistrados do Tribunal Superior Eleitoral que atuem de forma politizada avaliem se devem permanecer nos cargos. O pronunciamento do decano da Corte se dá no dia seguinte da decisão proferida na qual o ministro considerou que o reajuste do Bolsa Família feito por Lula não fere regras eleitorais.

Em publicação no X, afirmou neste sábado (19), Gilmar disse que, além de uma possível interferência estrangeira, há o risco de “politização da Justiça Eleitoral”. Segundo ele, quem tentar envolver o tribunal em “proselitismo partidário” deve avaliar se reúne condições para permanecer na função.

“Mais grave, porém, é o risco que vem de dentro: o da politização da Justiça Eleitoral. Quem tenta engajar o Tribunal em proselitismo partidário deve avaliar se reúne condições de nele permanecer”, escreveu.

Gilmar também afirmou que partidos políticos e o Ministério Público Eleitoral devem fiscalizar a atuação dos magistrados e pedir suspeição quando houver motivo. O ministro declarou ainda que o STF continuará como “instância de supervisão” do processo eleitoral, “intervindo sempre que necessário à preservação de seus próprios precedentes e da Constituição”.

Na sessão do STF que não concluiu sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes, Gilmar protagonizou um confronto público entre Gilmar e André Mendonça, vice-presidente do TSE. Gilmar chamou Mendonça de “boneco de campanha” e “pixuleco eleitoral” após o ministro retirar o sigilo de um procedimento envolvendo conversas de Alexandre de Moraes e Paulo Gonet com Daniel Vorcaro.


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