Segunda, 21 de setembro de 2026
E se o maior perigo para a humanidade não fosse a maldade, mas a estupidez? Essa é teoria alarmante do teólogo e filósofo alemão Dietrich Bonhoeffer. Durante os anos mais obscuros da Alemanha nazista, quando foi capturado e preso pela Gestapo, ele refletiu em sua cela sobre como uma sociedade culta e moderna havia caído na barbárie coletiva.
Em entrevista exclusiva à Verdade, o historiador Marcos Pizzolatto analisa a teoria de Bonhoeffer – qualquer semelhança com a mente esquerdista, pode não ser mera coincidência...
”Inteligência é uma ferramenta da razão humana e não necessariamente sinônimo de sabedoria.
Nós fomos ensinados, erroneamente, a partir do século XVIII, que "agir certo" é ser racional e "agir errado" é ser irracional, contudo, o homem não consegue, de fato, ser "irracional". Mesmo quando pratica o mal, está sendo racional. Se eu dissesse "não pense num elefante”? A primeira coisa seria "pensar" num elefante.
Simplificadamente, pode haver inteligências diabólicas, por assim dizer.
Outros pensadores já teorizaram sobre porque pessoas potencialmente inteligentes ou tidas como inteligentes agem mal.
Bonhoeffer e Hannah Arendt, por exemplo, constroem a premissa de que o mal ocorre onde há ausência de reflexão.
Tomás de Aquino diria que o mal feito por um ser dotado de livre-arbítrio é sempre uma escolha deliberada em falhar em sua obrigação moral.
Afonso de Ligorio diz que há os que falham com consciência do erro e os que falham sem essa consciência.
Em suma, quando desordenamos as duas mais importantes potências da alma, quais sejam, inteligência e vontade, temos o mal em variados graus. Por exemplo, quando alguém usa a razão pra justificar um erro cometido ao invés de usar a razão para domar a vontade de cometer aquele erro.

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