Quarta, 17 de junho de 2026
De acordo com a investigação, mensagens encontradas nos aparelhos celulares apreendidos revelam que Joana afirmava possuir documentos capazes de comprometer Daniel Vorcaro e seus familiares. As informações integram o relatório encaminhado pela PF ao Supremo e que teve o sigilo retirado nesta terça-feira (16).
O caso está relacionado ao julgamento que analisa a manutenção da prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. A análise ocorre no STF sob a relatoria do ministro André Mendonça, responsável por autorizar a divulgação do relatório policial.
Segundo a Polícia Federal, Manoel Mendes Rodrigues, conhecido como Manolo e apontado pelos investigadores como braço direito de Henrique Vorcaro, teria atuado para evitar que Joana levasse adiante as ameaças. Conforme a apuração, ela vinha cobrando apoio financeiro de pessoas próximas à família Vorcaro, alegando enfrentar dificuldades econômicas e afirmando estar "desesperada".
Ainda de acordo com o documento, Joana e sua mãe participaram de uma reunião com Manolo no dia 26 de abril. Após o encontro, ele teria informado Henrique Vorcaro sobre as tratativas. Em uma das mensagens registradas no relatório, consta o seguinte diálogo:
"'Henrique boa noite, estamos conversando com a mãe aqui (...) vamos passar os contratos dos ativos pertinentes ao nosso amigo, no nome dela mãe, para resolver a questão, amanhã dr André já entrará em contato com o dr Thiago para alinhar isso”.
Apesar das negociações, a PF afirma que as ameaças continuaram. Conforme a investigação, em 7 de maio, Joana enviou a Manolo uma mensagem fazendo referência à prisão de Felipe Vorcaro, primo de Daniel. No texto interceptado pelos investigadores, ela escreveu:
"'Já foi o filho, o genro, hoje o sobrinho, no que depender de mim, HV será o próximo. Domingo já coloco tudo no Fantástico e no Cabrini dessa família' maldita!!!".
A Polícia Federal interpreta que a sigla "HV" mencionada na conversa faz referência a Henrique Vorcaro. O conteúdo das mensagens integra o conjunto de elementos analisados pela investigação, que segue em tramitação no Supremo Tribunal Federal.
Fonte: Jornal da Cidade Online

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