Terça, 16 de junho de 2026
Um dos presos, Luis Felipe Feliciano Egoroff, 32, disse à polícia que a equipe cobrava R$ 180 por salto e não seguia uma divisão fixa de funções. De acordo com ele, a conferência dos equipamentos era realizada de forma compartilhada.
"Às vezes a gente, tipo assim, não coloca, outro confere, outro confere, outro coloca. Às vezes um faz, o outro vem, vê se tá certo. Era mais ou menos isso", afirmou.
Questionado pelos investigadores se era ele o responsável por instalar o equipamento de segurança ou realizar a fiscalização final antes do salto de Maria Eduarda, Luis Felipe respondeu que não se lembrava.
Outro envolvido, Maicon Fernandes Cintra, 42, disse que fazia a checagem dos equipamentos, mas também não lembra de ter feito a conferência antes do salto da vítima.
Egoroff, Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, 27, foram indiciados por homicídio com dolo eventual, quando é assumido o risco de uma ação gerar dano.
Na manhã deste domingo (14), a Justiça converteu a prisão em preventiva, em audiência de custódia realizada por videoconferência. Os três homens, responsáveis por lançar a jovem sem a corda, deverão responder ao processo presos.
O advogado Rafael Gomes dos Santos, responsável pela defesa dos três, afirmou que eles estão em estado de choque e por isso não conseguem explicar o que aconteceu.

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