Quarta, 14 de janeiro de 2026
Foto: FARS NEWS AGENCY / AFP | Reprodução / Redes sociais
Erfan Soltani, de 26 anos, preso durante os protestos no Irã, pode ser executado nesta quarta-feira, segundo a ONG Hengaw para os Direitos Humanos. A família foi informada da execução, mas não recebeu detalhes sobre o julgamento nem sobre as acusações.
Para a organização, o caso avançou de forma incomum. “O governo usa todas as táticas para espalhar medo e reprimir a população”, afirmou Awyar Shekhi à BBC.
Os protestos, que duram mais de duas semanas, já deixaram centenas de mortos. Estimativas variam entre 650 e 2 mil vítimas, enquanto grupos internacionais projetam até 6 mil mortos e 10 mil presos.
Desde o dia 28 de dezembro, manifestações se espalharam por mais de 100 cidades em todas as províncias do país. O regime impôs um apagão da internet, dificultando a apuração dos fatos.
Relatos indicam cenas de destruição, incêndios em prédios públicos e corpos em hospitais. O movimento, iniciado por causas econômicas, evoluiu para uma contestação direta ao regime teocrático que governa o Irã desde 1979.
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