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domingo, 27 de junho de 2021

Risco-país cai quase 10% em 1 mês e chega a 159 pontos; Indicador voltou a operar em patamares próximos ao do início do ano

 Domingo, 27 de Junho de 2021

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O risco-país voltou a dar sinais de queda, depois de ter disparado no início do ano. O indicador fechou a semana aos 159 pontos, segundo o CDS de 5 anos (custo do contrato de swap de default de crédito, na sigla em inglês).

O CDS é usado para medir a confiança na economia e registrava 261 pontos há um ano. No início de 2021, estava em 141 pontos. Porém, disparou entre março e abril.

A alta do CDS veio depois que o presidente Jair Bolsonaro decidiu demitir o ex-presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, levantando rumores sobre intervenções políticas em estatais. Também contribuiu com a alta do risco-país a notícia de que Lula está elegível em 2022.

Depois de bater o pico de 228 pontos em 31 de março, no entanto, o indicador segue uma trajetória de queda. A redução se acentuou nas últimas semanas.

Há um mês, o CDS estava em 176 pontos. Em 11 de junho, marcava 159 pontos. O patamar é o menor desde 19 de fevereiro e se repetiu no fechamento desta semana. Com isso, o risco-país acumula uma queda de 9,86% em um mês.

A redução do risco-país acompanha a melhora das projeções de crescimento da economia brasileira e da queda do dólar, que voltou a operar abaixo dos R$ 5.

O mercado de capitais também dá sinais positivos. Os investidores estrangeiros colocaram R$ 14 bilhões na Bolsa neste mês até 4ª feira (23.jun), o número de aberturas de capital já se iguala ao de 2020 e a Petrobras recuperou o valor de mercado que tinha antes da demissão de Castello Branco.

O CDS alcançou mínima histórica de 92,5 pontos em fevereiro de 2020, pouco antes de a pandemia de covid-19 atingir a economia mundial. Por outro lado, foi a 494 pontos durante a recessão de 2015.

No governo de Jair Bolsonaro, o CDS começou aos 206 pontos; atingiu a máxima de 377 pontos em março de 2020, em meio à pandemia de covid-19; e a mínima de 92,5 pontos em fevereiro de 2020, antes da crise da covid-19

O risco-país, medido pelo CDS, é usado para acompanhar a confiança de investidores internacionais no país. Quanto menor o índice, maior a confiança dos investidores internacionais no país, sobretudo os emergentes. Se a pontuação sobe, significa falta de confiança no futuro financeiro daquela nação.

Apesar da melhora recente, o risco-Brasil ainda é maior que o de outras economias emergentes. A Rússia, por exemplo, fechou a semana com um CDS de 88 pontos. O México marcava 97 pontos na 6ª feira (25.jun).

Poder 360

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