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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Mourão diz que “não há nada de anormal” ao seu filho concursado ser promovido a assessor especial no Banco do Brasil, e destaca “19 anos de excelentes serviços prestados” a estatal

Quarta, 09 de Janeiro de 2019


Paulo Guedes e Hamilton Mourão, em Brasília, na segunda-feira. JOÉDSON ALVES EFE

Antônio Rossell Mourão é servidor de carreira da instituição, e agora ocupará uma espécie de cargo executivo. Seu pai, Hamilton Mourão, diz que não há nada de anormal na nomeação. A notícia foi destaque nesta terça-feira(08). Procurado, o vice-presidente negou qualquer interferência dele na nomeação de seu filho. E informou, por meio de sua assessoria, que “não há nada de anormal” nela porque o filho é especializado na área agrícola e é um funcionário de carreira do banco. “Ele tem 19 anos de excelentes serviços prestados ao Banco do Brasil”. Rossell Mourão é formado em administração de empresas e possui pós-graduações em agronegócios e em desenvolvimento sustentável.

Em nota, o Banco do Brasil informou que a nomeação do servidor “atende aos critérios previstos em normas internas e no estatuto” da instituição. Ainda assim, entre servidores gerou certo mal-estar porque é comum que diretores ou profissionais com mais tempo de casa se tornem assessores especiais da Presidência. É uma espécie de cargo executivo na instituição financeira. Geralmente, especialistas em comunicação, agronegócios e direito são escolhidos pela presidência do banco para essa assessoria especial.

Rubem Novaes, o novo presidente do banco, que tomou posse na última segunda-feira diante de Mourão, disse, também em nota, que confia no filho do vice-presidente. “Antônio é de minha absoluta confiança e foi escolhido para minha assessoria, e nela continuará, em função de sua competência. O que é de se estranhar é que não tenha, no passado, alcançado postos mais destacados no Banco”.

Novaes foi um dos primeiros economistas a se juntar a equipe do presidente Jair Bolsonaro, ainda durante a campanha eleitoral. Ele foi colega do ministro da Economia, Paulo Guedes, na Universidade de Chicago. Na sua cerimônia de posse, disse que pretende privatizar parte dos ativos do Banco do Brasil, menos as “joias da coroa”. Não citou, contudo, quais seriam essas joias. Desde 2003 ele é o primeiro a ocupar a presidência do BB sem nunca ter sido servidor nessa casa.

Com informações do El País

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