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quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Ibama diz que Samarco não pagou nenhuma multa aplicada pelo órgão após desastre em Mariana

Quarta, 30 de Janeiro de 2019


Milhões de m³ de lama de rejeito vazaram da Barragem de Fundão em Mariana — Foto: Reprodução/GloboNews

Mais de três anos após o rompimento da barragem de Mariana (MG), que deixou 19 mortos, a mineradora Samarco, que tem a Vale como uma de suas controladoras, não pagou nenhuma das 25 multas aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

De acordo com o órgão ambiental, as multas somam R$ 350,7 milhões. O Ibama informou, por meio de nota, que desde a tragédia, a Samarco “insiste em recorrer” das multas, mesmo com todas as penalidades confirmadas administrativamente, “buscando afastar sua responsabilidade pelo desastre”.

Procurada, a Samarco informou que até dezembro de 2018 destinou R$ 5,2 bilhões em ações de reparação dos impactos causados pelo rompimento da barragem e que já pagou multa de R$ 45 milhões aplicada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad).

Sobre as multas aplicadas pelo Ibama e por outros órgãos, a empresa informou que “há aspectos jurídicos em análise”.

A barragem de Fundão abrigava cerca de 56,6 milhões de m³de lama de rejeito. Desse total, 43,7 milhões de m³ vazaram. Os rejeitos atingiram os afluentes e o próprio Rio Doce, destruíram distritos e deixaram milhares de moradores da região sem água e sem trabalho.

Até o rompimento da barragem I da Vale, em Brumadinho (MG), o caso de Mariana era considerado o maior desastre ambiental do Brasil. Apenas um mês depois, foram retiradas 11 toneladas de peixes mortos, oito em Minas e três no Espírito Santo. Três anos depois, estes estados ainda sentem os impactos ambientais.

Segundo o Ibama, além das multas aplicadas, também foram aplicadas 73 notificações com o objetivo de “exigir a adoção de medidas de regularização e correção de conduta, entre outras ações”.

Além de todas as penalidades administrativas, 22 pessoas e quatro empresas respondem na Justiça pelo desastre ambiental provocado pelo rompimento da barragem da Samarco – 21 delas por homicídio. Até o momento, nenhum dos investigados foi condenado judicialmente pelo caso.

G1

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