Sexta, 15 de outubro de 2026
O deputado federal eleito Jeffrey Chiquini (Novo-PR) afirmou nesta quarta-feira (14) que o deputado André Janones (Rede-MG) confessou, em entrevista na GloboNews, o crime de fraude processual.
A acusação veio depois de uma frase do próprio Janones sobre as mensagens apagadas do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp.
A advogada da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) havia dito que ele apagou 499 das 1.372 mensagens publicadas no canal.
Na entrevista, Janones foi além:
“Sobre as mensagens apagadas, eu não acredito que foram 499, deve ter sido muito mais, muito mais mensagens apagadas.”
Para Chiquini, a fala é a confissão de um crime. Segundo ele, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, pediu à área técnica do tribunal que analisasse o canal, e Janones apagou o conteúdo “para ludibriar a investigação”.
“Isso é crime”, afirmou.
No vídeo, ele leu o artigo 347 do Código Penal, que pune quem altera o estado de coisas durante um processo para enganar o juiz ou o perito.
Chiquini disse que está pedindo ao Ministério Público que apure o caso.
Ele também lembrou que Janones já fechou um acordo para não ser processado e, por isso, não teria direito a outro.
Em 2025, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou o acordo de não persecução penal de Janones com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Nele, o deputado admitiu a “rachadinha” em seu gabinete.
Janones confirmou ter apagado cerca de 500 mensagens, mas nega que o canal tenha sido usado para espalhar desinformação.
No fim do vídeo, Chiquini mandou um recado:
“O peixe morre pela boca, Janones.”
E completou:
“Aguarde agora, vai chegar o processo criminal.”
Veja o vídeo:

Nenhum comentário:
Postar um comentário