Quinta, 06 de agosto de 2026
Vale lembrar que quando Bolsonaro tentou indicar Alexandre Ramagem à PF, o STF barrou a nomeação alegando um suposto conflito de interesses. Com Andrei Rodrigues, homem de absoluta confiança de Lula, isso não aconteceu, demonstrando como sempre um tratamento absolutamente desigual.
Em entrevistas em 2023 e 2024, Andrei passou a comentar investigações em andamento envolvendo opositores. A imprensa registrou que o comportamento fugia do padrão de antigos diretores da corporação. Sobre o 8 de Janeiro, declarou que pretendia registrar no Guinness Book as prisões realizadas pela Polícia Federal como a maior prisão em massa da história. Em suma, assumiu um comportamento de militante.
Já num evento do Banco Master, Andrei participou de uma degustação de whisky com Moraes, Gonet, Toffoli e Daniel Vorcaro.
Na sequência, a investigação revelou que Vorcaro tentou acionar justamente Andrei e Gonet ao saber que a PF avançava sobre o banco, para impedir que "alguém de baixo fizesse uma sacanagem". Ou seja, o investigado achava que poderia recorrer ao chefe da PF para conter o caso.
Presentemente, é óbvio que Mendonça vê com desconfiança a atuação de Andrei Rodrigues.
E essa pressão aumentou com informações envolvendo Lulinha. Primeiro veio a troca do delegado responsável pelo caso. Depois, a tentativa da PF de evitar que um novo inquérito fosse distribuído automaticamente ao ministro André Mendonça.
Pelo exposto, o ministro determinou apuração para verificar se houve obstrução, atraso em provas, dificuldade de acesso e interferência no caso.
A interlocutores, o diretor-geral da PF diz que só falta chegar a ordem de prisão. De fato, sobre isso, parece claro que ele já fez por merecer...
Fonte: Jornal da Cidade Online

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