Sábado, 25 de julho de 2026
De acordo com o processo, 21 dos 27 pacientes foram infectados por uma bactéria que causou lesões permanentes nos pacientes.
As investigações também apontam que houve utilização de apenas duas caixas cirúrgicas para diversos pacientes operados em sequência, quando, na verdade, cada paciente deveria dispor de kit próprio e material devidamente esterilizado. Esse processo demanda um tempo incompatível com a dinâmica do mutirão.
Além disso, o oftalmologista afirmou que não trocou o avental entre as cirurgias. O juiz entendeu que o médico sabia que estava assumindo risco de contaminar os pacientes ao não seguir com protocolos essenciais de higiene, devendo ser condenado.
O criminalista Luiz Flávio Borges D'Urso, advogado do oftalmologista, afirmou que a condenação "é um grande equívoco" e informou que recorrerá da decisão.
Fonte: Jornal da Cidade Online

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