Quarta, 29 de abril de 2026
Um homem desenterrou o esqueleto da própria irmã para provar a morte dela diante de funcionários de um banco rural no estado de Odisha, na Índia. O objetivo era conseguir sacar um valor depositado na conta da mulher morta.
O episódio ocorreu na vila de Mallipasi, na segunda-feira (27), quando Jitu Munda levou os restos mortais até a agência bancária como forma de evidência. Segundo informações da polícia, a irmã do homem havia morrido cerca de dois meses antes e possuía aproximadamente 19.300 rúpias (cerca de R$ 1.020) depositadas na instituição.
De acordo com o relato das autoridades, Munda procurou o banco inicialmente para retirar o dinheiro, mas teve o pedido negado. Funcionários informaram que, por estar em nome da irmã, o valor só poderia ser liberado mediante apresentação de documentos, incluindo certidão de óbito e outros comprovantes legais.
Sem compreender o procedimento, o homem, descrito como analfabeto, decidiu abrir o local onde a irmã havia sido enterrada, recolheu os ossos em um saco e os apresentou diretamente aos funcionários como prova de falecimento.
A reação dentro da agência foi de susto. Funcionários ficaram alarmados ao ver o esqueleto e acionaram a polícia, chegando a se trancar dentro do prédio por um período. O caso rapidamente atraiu a atenção de moradores da região, que se dirigiram ao local para acompanhar a situação.
Equipes policiais foram enviadas ao banco e, após conversa com o homem, conseguiram convencê-lo a retornar os restos mortais ao local de sepultamento adequado. O material foi então novamente enterrado.
Segundo Kiran Prasad Sahu, responsável pela delegacia da região, o episódio evidencia falta de entendimento sobre procedimentos burocráticos. Ele afirmou que o homem foi orientado a obter a certidão de óbito para poder acessar os valores depositados.
As autoridades destacaram que Munda não tinha intenção de causar tumulto, mas agiu por desconhecimento das exigências legais para movimentação de contas após a morte do titular.
R7
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