Sábado, 21 de março de 2026

Uma pesquisa AtlasIntel, realizada em parceria com o Estadão e divulgada nesta sexta-feira (20), mostra que 60% dos brasileiros afirmam não confiar no STF. Outros 34% dizem confiar na Corte, enquanto 4% não souberam ou não responderam. Segundo o levantamento, o índice de desconfiança é o mais alto da série histórica.
De acordo com a pesquisa, houve uma queda significativa na confiança ao longo dos últimos anos. Em janeiro de 2023, 45% dos entrevistados afirmavam confiar no STF, contra 44% que declaravam desconfiança. O estudo aponta que o nível atual representa um aumento de 15 pontos percentuais na rejeição desde então.
A pesquisa AtlasIntel ouviu 2.090 pessoas entre os dias 16 e 19 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, segundo o instituto responsável pelo levantamento.

Imagem dos ministros piora, diz levantamento
O levantamento também avaliou a percepção pública sobre os ministros da Corte. Segundo a AtlasIntel, a maioria registrou piora na imagem. O ministro Dias Toffoli aparece como o mais rejeitado, com 81% de avaliação negativa.
Na sequência, aparecem Gilmar Mendes, com 67%, e Alexandre de Moraes, com 59% de imagem negativa. Já o ministro André Mendonça é apontado como exceção, sendo o único com melhora na avaliação, segundo os dados do instituto.

Avaliação da atuação do STF é majoritariamente negativa
Segundo a pesquisa, 59,5% dos entrevistados avaliam que a maioria dos ministros do STF não demonstra competência e imparcialidade. Outros 34,9% têm avaliação positiva sobre a atuação da Corte. O levantamento também indica que a percepção negativa cresceu entre diferentes grupos da população.

Percepção de influência externa nos julgamentos
A pesquisa aponta ainda que 76,9% dos entrevistados acreditam que há muita influência de políticos, partidos ou grupos nos julgamentos do STF. Outros 13% afirmam perceber algum grau de influência, enquanto 6,1% consideram que os processos ocorrem de forma adequada.
De acordo com o levantamento, 66,1% também entendem que há envolvimento de ministros em questões relacionadas ao caso do Banco Master, tema citado na pesquisa. Já 53% afirmam que o processo não deveria ser julgado pela Corte, enquanto 36,9% defendem a permanência do caso no STF.
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