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quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Com aumento de casos de covid, Instituto realiza sequenciamento para identificar variantes que circulam no RN

Quarta, 16 de Novembro de 2022

Foto: Cícero Oliveira

Os casos de covid-19 voltaram a crescer em estados do país e, no Amazonas, o surgimento da variante BE.9, da Ômicron, tem retomado a atenção com as medidas de prevenção à doença. Na próxima semana, o Instituto de Medicina Tropical (IMT/UFRN), que tem trabalhado no sequenciamento genômico do SARS-CoV-2, junto ao Instituto Butantan, vai analisar 48 amostras de pacientes de Natal e alguns municípios do interior do Rio Grande Norte para identificar quais variantes estão circulando no Estado.

As amostras são de laboratórios que realizam o teste RT-PCR, que permite identificar a presença do material genético (RNA) do vírus Sars-Cov-2 em amostras. A diretora do IMT, a médica Selma Jerônimo, afirmou em entrevista, nesta quarta-feira (16), que o Instituto tem observado um aumento discreto de diagnósticos positivos de covid-19, mas não há crescimento nos internamentos.

“Os quadros que observamos são semelhantes à sinusite, do tipo respiratório alto e, aparentemente, sem envolvimento pulmonar. ‘Discreto’ é o que chamamos de quadro respiratório alto, no qual em 3 ou 4 dias os sintomas vão embora”, disse.

Ela adverte, no entanto, que a análise corresponde a testes realizados em alguns laboratórios por meio do RTPCR. Mas há também as pessoas que realizam o autoteste e não notificam, como também as que apresentam sintomas leves e não realizam o diagnóstico. Em conjunto, esses fatores comprometem a precisão dos dados epidemiológicos e contribuem para o problema da subnotificação de casos. Face a esse cenário, assim como em outros momentos da pandemia, medidas de prevenção como o uso de máscara e imunização são fundamentais.

Segundo Selma Jerônimo, a tendência é que novas variantes continuem surgindo. Isso porque o Sars Cov-2 é um vírus de RNA e, portanto, está mais suscetível a mutações.

“Um exemplo clássico é o da influenza que começou a circular fortemente entre as pessoas no início do século passado com a gripe espanhola e ficou endêmico nas populações. Então pode ser que o Sars-cov-2 se comporte da mesma forma. É esperado que ocorram modificações desse vírus com o surgimento de novas variantes”, explicou.

Do ponto de vista clínico, é preciso ter atenção às pessoas com comorbidade. Isso porque, conforme aponta a diretora do IMT, seja com as variantes atuais, ou as que vierem no futuro, esse público é mais vulnerável para casos graves. Além disso, mesmo pessoas vacinadas podem ser infectadas com as novas variantes.

“Ter a Covid-19 qualquer um de nós, saudável ou não, pode ter. Agora quem tende a apresentar sintomas mais graves são pessoas que têm comorbidade, assim como acontece com a gripe”, finalizou.

A expectativa é que o IMT obtenha os resultados do sequenciamento das 48 amostras no dia 25 de novembro, dado que são necessários três dias para sequenciar e dois para analisar. Fora esse trabalho, o IMT apresenta estudos em andamento para entender como o sistema imunológico se comporta frente às variantes do Sars Cov-2, além das complicações enfrentadas no Covid-19 longo. No caso deste último, o foco está em problemas ligados ao sono e a memória, que costumam ser relatados por quem enfrentou a doença.

Tribuna do Norte

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