martins em pauta

sexta-feira, 9 de agosto de 2024

TRF1 derruba liminar que impede comissão de investigar Campos Neto

Sexta, 09 de agosto de 2024

Foto: Agência Brasil

A Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) derrubou uma liminar (decisão provisória) que impedia a continuidade de uma investigação na Comissão de Ética da Presidência da República sobre supostas empresas offshore que teriam participação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. 

A liminar havia sido concedida pela 16ª Vara Federal Cível de Brasília, em 2023, no sentido de suspender as investigações. O pedido pela derrubada da decisão provisória foi da Advocacia-Geral da União (AGU).

O caso veio à tona após a publicação, em 2021, de uma série de reportagens conhecidas como Pandora Papers, ampla investigação de um consórcio internacional de jornalistas com base em documentos vazados de 14 escritórios internacionais de abertura de empresas em paraísos fiscais. O escândalo citou diversas personalidades públicas em diferentes países, incluindo Campos Neto e o então ministro da Economia Paulo Guedes.

No caso do presidente do BC, seu nome foi ligado à empresa Cor Assets, fundada em abril de 2004 no Panamá com capital de US$ 1,09 milhão, tendo recebido mais US$ 1,08 milhão dois meses mais tarde.

A empresa foi fechada em 12 de agosto de 2020, mas passou 18 meses presidida por Campos Neto, desde que assumiu o comando do Banco Central, em fevereiro de 2019. O presidente do BC também foi controlador da offshore Rocn Limited, nas Ilhas Virgens Britânicas, entre janeiro de 2007 e novembro de 2016.

À época, Campos Neto informou que as empresas foram declaradas à Receita Federal, tendo sido constituídas há mais de 14 anos, com rendimentos obtidos em 22 anos de trabalho no mercado financeiro. Ele afirmou não ter feito nenhuma remessa de recursos para a Cor Assets após a nomeação para função pública.

Segundo Campos Neto, todo o patrimônio em seu nome, no país e no exterior, foi declarado à Receita Federal, ao Banco Central e à Comissão de Ética Pública. Ele disse ter pagado todos os impostos devidos, “com recolhimento de toda a tributação devida e observância de todas as regras legais e comandos éticos aplicáveis aos agentes públicos”.

A abertura de contas no exterior e a manutenção de offshores não são ilegais, desde que declaradas à Receita Federal e às demais autoridades. No entanto, o Código de Conduta da Alta Administração Federal proíbe que membros do alto escalão sejam administradores diretos de investimentos estrangeiros no Brasil e no exterior após assumirem funções públicas.

Defesa

Por meio de nota enviada à Agência Brasil, a defesa de Campos Neto disse se tratar de “um caso que já foi examinado pelos órgãos públicos de fiscalização, inclusive pela Procuradoria-Geral da República, e que não constataram qualquer irregularidade tendo, inclusive, sido arquivada a apuração”.

“A defesa por mais de uma vez já demonstrou que os fatos apurados em relação ao presidente [do BC] foram legais, éticos e condizentes com as normas que regem a probidade daqueles que ocupam cargo público”, diz a nota.

Segundo os advogados Ticiano Figueiredo, Pedro Ivo Velloso e Francisco Agosti, que representam Campos Neto, tudo foi declarado à Receita Federal e seguiram as regras de mercado e do governo, sempre informando às autoridades públicas, com a máxima transparência e respeito às normas.

“Uma terceira apuração para os mesmos fatos nada mais é que um bis in idem e tem como consequência apenas gastar o tempo e aumentar o custo para o poder público, eis que se chegará à mesma conclusão das anteriores, em relação à legalidade e regularidade dos fatos re-reinvestigados”, afirma a defesa de Campos Neto.

Fonte: Agência Brasil


Eis a dura resposta do opositor de Maduro à Justiça venezuelana

Sexta, 09 de agosto de 2024

O candidato da oposição na eleição presidencial da Venezuela Edmundo González informou que não comparecerá ao Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) do país. Ele foi convocado a comparecer à Corte às 12h (horário de Brasília) da última quarta-feira para prestar esclarecimentos e apresentar os documentos eleitorais em posse de seu partido. O TSJ abriu uma investigação sobre o processo eleitoral do dia 28 de julho. 

Estranhamente, o ditador Nicolás Maduro confirmou que irá ao tribunal na próxima sexta-feira (9) para apresentar as atas em mãos do seu partido. 

Edmundo González argumentou que a perícia do TSJ sobre o pleito é uma usurpação das competências do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), órgão responsável pelo processo eleitoral venezuelano. Ainda segundo o político, ao comparecer à Corte ele coloca em risco sua liberdade e “a vontade do povo venezuelano expressa em 28 de julho”.

“A Sala Eleitoral [do TSJ] não pode usurpar as funções constitucionais do Poder Eleitoral e ‘certificar’ uns resultados que ainda não foram produzidos de acordo com a Constituição e a lei, com acesso dos participantes às atas originais que sirvam de fundamento a uma totalização e proclamação e com as devidas auditorias. Não pode a Sala Eleitoral [do TSJ] incorrer em coadministração eleitoral com o CNE”, afirmou em nota.

O candidato da Plataforma Unitária Democrática (PUD) reclamou que o CNE descumpriu a legislação nacional ao não realizar uma totalização oportuna e baseada em atas de escrutínio postas à disposição dos partidos e candidatos, além de não realizar todas as auditorias previstas nas normas vigentes.

“O CNE não produziu ainda um resultado das eleições presidenciais conforme a Constituição e a lei. É função do CNE garantir a transparência e confiabilidade dos processos eleitoras”, afirmou González, acrescentando que “deve efetuar-se uma verificação confiável com presença das testemunhas e das organizações políticas e candidatos e de observadores nacionais e internacionais”.


A nota do candidato oposicionista diz ainda que ele não foi notificado pelo TSJ, alegando que soube da citação pelos meios de comunicação. A informação contraria a presidente do TSJ, Caryslia Beatríz Rodríguez, que afirmou que todos foram formalmente citados, devendo “cumprir com a referida ordem judicial e acudir a esse órgão judicial de acordo com o cronograma comunicado”.

Histórico diretor da Globo revela porque não assiste mais a emissora

Sexta, 09 de agosto de 2024

"Não sei o que aconteceu, mas deu uma caída na qualidade", afirmou ele.

Daniel Filho, ex-ator e diretor, revelou que não se interessa mais pela TV aberta e prefere conteúdos de streaming e YouTube.





 

"Sabe ao que eu assisto? Assisto muito ao YouTube e streamings. Não vejo televisão aberta", declarou durante o lançamento do livro O Labo B de Boni, na terça-feira (6).
"Não sei que horas entra [programa], que horas sai. Fico perdido", acrescentou o diretor que deixou uma marca significativa na TV.

Em relação às novelas, ele admitiu que seu interesse já era baixo mesmo durante sua carreira ativa e agora é praticamente nulo.

"Já não assistia muito quando fazia, agora... Não sei o que aconteceu. Mas deu uma caída na qualidade", criticou.

Daniel Filho dirigiu novelas importantes nas décadas de 1970, 1980 e 1990, incluindo Véu de Noiva (1969), Selva de Pedra (1972), Pecado Capital (1975), O Casarão (1976), Duas Vidas (1976) e O Astro (1977). Ele também foi responsável por minisséries de sucesso como O Primo Basílio (1988), Confissões de Adolescente (1994) e A Vida Como Ela é... (1996).

Sobre sua contribuição para a teledramaturgia brasileira, ele foi modesto.

"Nenhuma. Eu fiz o meu trabalho, só isso. Trabalhei e trabalhei", disse.

Ele ressaltou que a parceria com Boni foi um grande presente.

"Formamos uma dupla por várias décadas. Temos uma grande amizade e foi uma honra ter trabalhado com ele", comentou.

Site esquerdista de notícias é retirado do ar pela Justiça

 Sexta, 09 de agosto de 2024

O site de notícias Diário do Centro do Mundo (DCM), conhecido por sua linha editorial de esquerda, foi retirado do ar nesta quarta-feira (7) por determinação da Justiça do Tocantins. A ação judicial foi movida pela deputada estadual Janad Valcari (PL-TO) em resposta a uma reportagem publicada em novembro de 2023, que afirmava que ela teria faturado R$ 23 milhões em contratos com prefeituras para shows da dupla "Barões da Pisadinha", da qual era sócia-majoritária.

A matéria em questão alegava que Janad Valcari obteve ganhos significativos através de contratos municipais relacionados à banda "Barões da Pisadinha", da qual foi empresária até dezembro de 2023, quando transferiu o controle para seu filho. A deputada, que é pré-candidata à Prefeitura de Palmas (TO), entrou com um pedido judicial para a remoção da reportagem. Em novembro, a juíza Edssandra Barbosa da Silva Lourenço, da 4ª Vara Cível da Comarca de Palmas, decidiu pela suspensão da matéria, concedendo tutela antecipada.

Contudo, devido às repetidas tentativas falhas de notificação do portal, a juíza ordenou ao Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), responsável pela administração de domínios de internet no Brasil, a remoção completa do site DCM. A decisão considerou as "tentativas infrutíferas" de contato com o site e a "impossibilidade técnica" de suspender apenas o link referente à reportagem original.

O site voltou ao ar hoje, dia 08 de agosto, e lançou a seguinte nota:

"DCM está de volta ao ar após censura
Após um período de inatividade forçada, o Diário do Centro do Mundo tem o prazer de anunciar seu retorno às atividades. Este recomeço não é apenas uma vitória para nossa equipe, mas para a liberdade de expressão e a democracia em nosso país.
Nossa pausa se deu em função de uma censura imposta em 7 de agosto de 2024, pela publicação de uma matéria em 2023 que levantou denúncias de mau uso do dinheiro público pela deputada Janad Valcari, pré-candidata à prefeitura de Palmas pelo PL. O Tribunal de Justiça do Tocantins acatou o pedido para bloquear o site inteiro. Enfrentar a censura por trazer à tona fatos relevantes nos lembrou da importância do jornalismo investigativo e do papel que ele desempenha na sociedade.
Nesse contexto, o retorno do Diário do Centro do Mundo representa uma reafirmação do nosso compromisso com a verdade e a transparência. Acreditamos que a informação é um direito fundamental e que o cidadão tem o direito de conhecer os fatos que impactam sua vida e seu bem-estar. Sociedades saudáveis são construídas sobre a base da transparência e da responsabilidade.
“A censura ao DCM atenta primeiro contra o direito de defesa pois implicou na suspensão de um direito fundamental sem qualquer direito à defesa e, no mérito, foi uma decisão das mais agressivas já vistas no país contra a liberdade de expressão de de imprensa, pois suprimiu a existência do veículo”, afirma o advogado Pedro Serrano, um dos maiores juristas do Brasil, em publicação nas redes sociais.
“É um arrematado absurdo jurídico, uma imensa violência descabida. E tudo isso por conta de uma matéria que denunciava mau uso de dinheiro público”.
Não deixaremos de combater o fascismo, tão presente em setores do judiciário. A censura que enfrentamos é um lembrete de que, apesar dos avanços, a luta pela liberdade de expressão ainda é necessária. Não só nós, mas todos os veículos de comunicação que buscam relatar a verdade devem permanecer vigilantes diante de tentativas de silenciamento.
Convidamos nossos leitores a nos acompanhar nessa nova etapa. Estamos determinados a seguir investigando, informando e comentando sobre os principais acontecimentos que moldam a política e a sociedade em nosso país. O Diário do Centro do Mundo está de volta, mais forte e comprometido com sua missão de informar.
Agradecemos a todos que nos apoiaram durante esse período desafiador. Juntos, continuaremos a lutar pela liberdade de expressão e pela verdade, porque acreditar no poder da informação é acreditar na democracia.
Seguiremos investigando sem trégua as ações tanto da juíza quanto da deputada."


Fonte: Jornal da Cidade Online 

Cabral obtém novas vitórias na Justiça e é quase um homem ‘livre’, igual o seu velho ‘parceiro’ Lula

 Sexta, 09 de agosto de 2024

Sérgio Cabral obteve novas vitórias na Justiça do Rio de Janeiro.

Desta vez, em ações movidas pelo Ministério Público por improbidade administrativa em operações fraudulentas na compra de equipamentos para o Corpo de Bombeiros.

O jornal O Globo detalhou o caso:

“O esquema de recebimento de propina teria sido replicado do mesmo modelo orquestrado na área de saúde durante o seu governo.
Em uma das ações, o MP acusou 15 pessoas e três empresas por fraudes em licitações internacionais para a aquisição de equipamentos, que teriam beneficiado empresas indicadas pelo empresário Miguel Skin, que supostamente repassava e dividia a propina com Cabral e seu ex-secretário Sérgio Côrtes.
Na outra, o MP acusou 10 pessoas por atos de improbidade administrativa, superfaturamento de preço e direcionamento de objeto em licitação destinada à aquisição de uma embarcação multimissão de busca, resgate, atendimento médio e combate a incêndio.
De acordo com o MP, os esquemas, somados, causaram prejuízo de R$ 27 milhões aos cofres públicos em valores levantados à época dos fatos.
Mas a Justiça do Rio entendeu que ‘não se tem certeza processual acerca da real participação’ de Cabral nas referidas contratações.”


Fonte: Jornal da Cidade Online 

AO VIVO: Governo quer liberar a jogatina / Embaixador de Lula é expulso (veja o vídeo)

 Sexta, 09 de agosto de 2024

Haddad e Lula estão sempre buscando novas formas de taxar... O Senado está discutindo essa semana a liberação de cassinos, bingos e jogo do bicho no país. 

A Nicarágua determinou a expulsão do embaixador brasileiro no país, Breno Souza da Costa, segundo o Itamaraty. Parece que a relação entre Lula e o ditador Daniel Ortega está estremecida... 

Para falar sobre esses e outros assuntos, o Conexão 011 News recebe o jornalista Diogo Forjaz e o escritor Laudelino Lima. Apresentação da jornalista Rose Rocha. Assista no Fator Político BR, parceiro do Jornal da Cidade Online. 

Veja o vídeo: 

  • Fonte: Jornal da Cidade Online

Lula decide expulsar embaixadora nicaraguense no Brasil em resposta à expulsão do embaixador brasileiro na Nicarágua por Ortega

Sexta, 09 de agosto de 2024

Foto: Alice Vergueiro/Estadão Conteúdo e Cesar Perez/Presidência da Nicarágua/Reuters

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu, nesta quinta-feira (8), expulsar a embaixadora da Nicarágua no Brasil, Fulvia Patricia Castro Matu.

A decisão vem por reciprocidade, após o presidente Daniel Ortega fazer o mesmo com embaixador brasileiro no país, Breno de Souza.

O representante desagradou Ortega por não ter comparecido ao aniversário da Revolução Sandinista, comemorado em evento no dia 19 de julho.

Ortega teria se sentido desprestigiado pelo governo brasileiro. Ele enviou o comunicado da expulsão do embaixador brasileiro na noite de ontem. Segundo relatos feitos à CNN, a relação Brasil-Nicarágua já estava praticamente congelada nos últimos meses.

No ano passado, o Papa Francisco chegou a pedir para Lula interceder com Ortega, a favor de bispos e padres sequestrados na Nicarágua. Ortega teria ignorado as tentativas de contato feitas por Lula.

CNN Brasil

Moraes decide que defesa de Bolsonaro deve ser informada de todos os procedimentos no caso das joias

Sexta, 09 de agosto de 2024


Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que a defesa de Jair Bolsonaro (PL) deve saber de todos os procedimentos envolvendo o caso das joias, em que se apura se houve tentativa de entrada ilegal das joias doadas pela Arábia Saudita ao então presidente.

O caso voltou à discussão após o TCU (Tribunal de contas da União) liberar na quarta-feira (8) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fique com um relógio de ouro que ganhou na época de seu primeiro mandato, em 2005, circunstâncias próximas a do caso de Bolsonaro.

Ao atender o pedido da defesa do ex-presidente, o ministro observou que a medida é necessária para assegurar o respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório.

Na mesma decisão, o ministro negou o pedido de acesso integral ao acordo de colaboração premiada firmado pelo tenente-coronel do Exército Mauro Cid. Ele explicou que é preciso manter o sigilo para garantir o êxito das investigações, já que ainda há diligências em andamento.

De acordo com Moraes, já foi garantido aos advogados do ex-presidente o acesso aos elementos de prova documentados nos autos para conhecimento das investigações relacionadas a eles, à exceção das diligências em andamento.

Folhapress

Dino autoriza “emendas Pix” só para obras em andamento e calamidades

Sexta, 09 de agosto de 2024

Foto: Gustavo Moreno/SCO/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve o pagamento de “emendas Pix” de parlamentares apenas para os casos de obras em andamento e atendimento de situações de calamidade pública, que atendam aos quesitos de transparência e rastreabilidade. Fora esses casos excepcionais, Dino acolheu parcialmente pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e manteve suspenso esse modelo de emenda.

Na decisão, Dino ainda pediu informações ao Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal), no prazo de 30 dias, sobre o tema.

A decisão ocorre na ADI 7.695, de autoria da Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR interpreta como inconstitucional o formato atual das chamadas “emendas Pix” do Congresso Nacional.

A manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, ocorreu, nesta quarta-feira (7/8), após a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) protocolar uma petição na Suprema Corte para questionar a constitucionalidade da transparência do modelo atual das “emendas Pix”.

Criada em 2019, a modalidade garante que o dinheiro destinado por parlamentares seja enviado diretamente aos cofres das prefeituras e dos governos estaduais, o que dificulta a fiscalização.

Na ação, Gonet argumenta que o “perigo” na demora de analisar o tema “advém da possibilidade de danos irreparáveis ou de difícil reparação ao erário e à ordem constitucional em decorrência da realização das transferências especiais”, com “malferimento dos deveres estatais de transparência, máxima divulgação, rastreabilidade e controle social dos gastos públicos”.

Além disso, o PGR diz que “não é ocioso ressaltar os riscos da continuidade desse sistema de transferências em períodos eleitorais, como o que está por se iniciar”. As eleições municipais de 2024 estão previstas para começar daqui a dois meses, em outubro.

STF determina transparência e rastreabilidade em “emendas Pix”

Em 1º de agosto, o ministro Flávio Dino, do STF, determinou que as “emendas Pix” precisam atender aos requisitos constitucionais da transparência e da rastreabilidade.

Além disso, Dino definiu que haja uma fiscalização das emendas individuais de transferência especial que permitem a transferência direta de recursos públicos por parte do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU).

Fonte: Metrópoles

BOLSONARO EM PERNAMBUCO: MP Eleitoral solicita impedimento de novos atos, que tem reunido multidão

Sexta, 09 de agito de 2024

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Ministério Público Eleitoral (MPE) solicitou o bloqueio de novas ações eleitorais envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e Gilson Machado, ambos do Partido Liberal (PL). Eles têm arrastado uma multidão em diversas cidades pernambucanas, reduto tradicional do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além do PSB, sigla que domina a região há décadas. A informação foi divulgada pelo Blog do Jamildo, um dos principais veículos de comunicação do estado.

A matéria menciona que a petição foi encaminhada à 5ª Zona Eleitoral do Recife e acusa Bolsonaro e Gilson de realizarem propaganda eleitoral irregular na capital pernambucana. O MPE argumenta que a dupla teria promovido atos de campanha antes do período permitido por lei, configurando o que é chamado de “propaganda eleitoral antecipada”.

O documento, assinado pelo promotor Édipo Soares Cavalcante Filho, menciona que Bolsonaro e Machado participaram de eventos na cidade que, apesar de descritos como recepção pública, tinham todas as características de uma campanha eleitoral. Isso inclui a presença de apoiadores, músicas e até mesmo discursos.

Na manhã desta quarta-feira (7), Bolsonaro desembarcou no Aeroporto Internacional dos Guararapes, onde foi recebido por milhares de simpatizantes e pelo próprio Gilson Machado. De lá, seguiram em um comboio de veículos até o centro do Recife, com direito a gritos contra Lula e uma grande mobilização popular — algo que o MPE afirma ser típico de atos eleitorais.

Na quinta-feira (8), Bolsonaro participou de um culto evangélico em Jaboatão dos Guararapes, antes de seguir para Gravatá, onde encontrou mais apoiadores. A agenda em Pernambuco inclui ainda uma carreata prevista para sábado (10), que partirá da zona sul do Recife até o Clube Português. No entanto, caso o pedido do MPE seja acatado, esse evento poderá ser cancelado.

Se aceito, o pedido pode resultar em multas para ambos, além de eventuais embargos em suas campanhas futuras.

Fonte: Conexão Política

quinta-feira, 8 de agosto de 2024

A QUEM INTERESSA? SESAP não consegue realizar pregão que economizaria R$ 2 milhões para o RN

Quarta, 08 de agosto de 2024

Foto: Divulgação

Há dois meses, a SESAP tenta sem sucesso realizar um pregão eletrônico para aquisição de gêneros alimentícios para abastecer frutas e verduras essenciais para suprir as necessidades dos pacientes da rede pública estadual.

A realização da licitação resultaria em uma economia de R$ 2 milhões ao governo. Para uma gestão que afirma aos quatro cantos que não tem dinheiro para o básico, evitar um gasto de R$ 2 milhões seria de grande valor.

Cadê a CONTROL? está acompanhando esse processo?

Apesar de aberto há dois meses, o ‘Pregão eletrônico SESAP n° 90014/2024 – Gêneros Alimentícios’ não parece que chegará a um resultado satisfatório a curto prazo em razão de uma tentativa de inabilitar empresas vencedoras ou até mesmo cancelar um pregão lícito para comprar mais caro de outra empresa participante.

A quem interessa?

As esquisitices continuam na SESAP.


Fonte: Blog do BG

Duda e Ana Patrícia vencem australianas de virada e vão à final no vôlei de praia

Quinta, 08 de agosto de 2024

Foto: X/ Time Brasil

Duda e Ana Patrícia estão na final vôlei de praia feminino nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. As brasileiras venceram a dupla australiana Mariafe e Clancy por 2 sets a 1 na semifinal, nesta quinta-feira (8), com parciais foram 20/22, 21/25 e 15/12.

Agora a dupla brasileira enfrenta as canadenses Melissa e Brandie na final, que será nesta sexta-feira (9) às 17h30 (horário de Brasília). Mariafe e Clancy também entram em quadra na sexta, às 16h (horário de Brasília), para disputar o bronze contra as suíças Huberli e Brunner.

Para chegar à semifinal, a dupla australiana eliminou as brasileiras Carol e Bárbara nas oitavas de final e depois passou pelas suíças Esmee e Zoe nas quartas de final. Já Duda e Ana Patrícia superaram as japonesas Akiko e Ishii nas oitavas e Tina e Anastasija, da Letônia, nas quartas.

O jogo

A dupla brasileira começou melhor o primeiro set e chegou a abrir três pontos de vantagem, mas Mariafe e Clancy não se deixaram abalar e buscaram a diferença na reta final do set. Com saques forçados, marca registrada da dupla, as australianas conseguiram virar e sair na frente, vencendo o primeiro set por 22/20.

O segundo set começou muito disputado, mas a partir dos cinco pontos, as brasileiras conseguiram abrir vantagem. A partir daí, Duda e Ana Patrícia dominaram sem deixar as australianas empatarem e abrindo ainda mais a vantagem e fechando em 21 a 15.

O tie break começou com a dupla australiana mais uma vez forçando o saque e dificultando o passe brasileiro. As duas duplas deram show de defesas e proporcionaram rallys emocionantes, destaque para Duda do lado brasileiro, que não só fez belas defesas, como também virou bolas importantes durante o set.

As parciais foram parelhas até o final, com o empate persistindo até o 12 a 12. Mas nos três últimos pontos, Duda e Ana Patrícia conseguiram a vantagem e fecharam em 15 a 12, garantindo a vaga na final.

Única medalha no vôlei de praia

Duda e Ana Patrícia são as únicas brasileiras ainda vivas na disputa do vôlei de praia em Paris 2024 e agora garantiram medalha, resta saber qual a cor do metal. A outra dupla feminina, formada por Carol e Bárbara, foi eliminada justamente por Mariafe e Clancy nas oitavas de final.

As duplas masculinas também caíram antes das semifinais. André e George foram eliminados nas oitavas pelos alemães Ehlers e Wickler, enquanto Evandro e Arthur caíram nas quartas de final depois de perder para os suecos Hellvig e Ahmann.

Fonte: CNN

Record amassa a Globo e está prestes a conquistar mais uma vitória contra o monopólio nos esportes

Quinta, 08 de agosto de 2024

Nesta segunda-feira (5), a Record apresentou uma proposta à Liga Forte União (LFU) para voltar a transmitir o Campeonato Brasileiro após 19 anos. O valor oferecido pelos direitos de transmissão é especulado em torno de R$ 2,8 bilhões. O SBT também fez uma oferta, mas a retirou após ter sido ignorado pela organização.

Se a proposta for aceita, a Record exibirá os jogos em que os clubes da LFU, como Corinthians e Botafogo, sejam mandantes. A ideia inicial é transmitir as partidas aos domingos, às 18h, e às quintas, às 20h.

O contrato, que seria válido por cinco anos, de 2025 a 2029, traz a favor da Record o sucesso comercial do modelo de transmissão do Campeonato Paulista, reconhecido pela Federação Paulista de Futebol e parceiros como YouTube e Live Mode.

Atualmente, a liga conta com 12 clubes na série A, incluindo Atlético Goianiense, Criciúma, Cruzeiro, Cuiabá, Fluminense, Internacional, Juventude e Vasco.

A Globo detém os direitos de exibição dos jogos em que os times da Libra (Liga do Futebol Brasileiro), como Flamengo, Grêmio e Palmeiras, são mandantes até 2029, pagando R$ 1,17 bilhão por ano pelos direitos na TV aberta e fechada.

A LFU foi criada em 2022 por clubes da primeira e segunda divisões do Campeonato Brasileiro que se opuseram à divisão de receita proposta pela Libra.

STF suspende julgamento sobre responsabilização da imprensa por declaração de entrevistado

Quinta, 08 de agosto de 2024

Foto: Antonio Augusto/STF

O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) suspendeu o julgamento pode mudar a decisão da própria Corte que, no ano passado, permitiu a responsabilização da imprensa por informações falsas dadas por terceiros e publicadas nos veículos de comunicação. Os ministros analisaram um recurso da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo). O julgamento foi suspenso após um pedido de vista, ou seja, mais tempo para analisar o caso, do ministro Luiz Fux e depois do ministro Flávio Dino.

Para a Abraji, devem ser feitas uma série de alterações em relação à decisão sobre responsabilizar a imprensa de modo a adequar o entendimento. “Dentre elas, que a tese não suscite a possibilidade de remover conteúdos, além de esclarecer que a responsabilização de veículos só ocorreria em caso de dolo na divulgação da informação falsa e atendendo a critérios específicos”.

No novo voto, o relator, ministro Edson Fachin, fixou um entendimento. Para ele, a plena proteção constitucional à liberdade de imprensa é consagrada pelo binômio liberdade com responsabilidade, vedada qualquer espécie de censura prévia.

“Admite-se a possibilidade posterior de análise e responsabilização em relação a eventuais danos materiais e morais. Isso porque os direitos à honra, intimidade, vida privada e à própria imagem formam a proteção constitucional à dignidade da pessoa humana, salvaguardando um espaço íntimo intransponível por intromissões ilícitas externas”, disse.

Segundo Fachin, na hipótese de publicação de entrevista, por quaisquer meios, em que o entrevistado imputa falsamente prática de crime a terceiro, a empresa jornalística somente poderá ser responsabilizada civilmente se comprovada a sua má-fé, demonstrado pelo conhecimento prévio da falsidade da declaração, ou ainda evidenciado pela negligência na apuração da veracidade de fato duvidoso e na sua divulgação ao público sem resposta do terceiro ofendido.

“Na hipótese de entrevistas realizadas e transmitidas ao vivo, fica excluída a responsabilidade do veículo por ato exclusivamente de terceiro quando este falsamente imputa a outrem a prática de um crime, devendo ser assegurado pelo veículo o exercício do direito de resposta em iguais condições, espaços e destaque, sob pena de responsabilidade”, sugeriu Fachin.

Caso concreto

O processo gira em torno de um recurso relativo a um episódio de 1995. À época, o jornal Diário de Pernambuco publicou uma reportagem na qual o entrevistado acusava o então deputado federal Ricardo Zarattini, morto em 2017, de ter participado de um atentado a bomba no aeroporto do Recife, em julho de 1966. No episódio, duas pessoas morreram e 14 ficaram feridas. Zarattini foi inocentado das acusações que envolveram o caso na década de 1980. A ação em análise pelo STF foi aberta pelo ex-parlamentar contra o noticiário.

Na primeira instância, o Diário de Pernambuco foi condenado a indenizar o ex-deputado em R$ 700 mil por danos morais. O periódico entrou com um recurso, e a segunda instância reverteu a decisão, por considerar o pedido de Zarattini improcedente. Em análise no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a decisão foi favorável ao ex-parlamentar, mas reduziu o pagamento para R$ 50 mil.

O caso chegou ao STF em setembro de 2017, com relatoria do ministro Marco Aurélio Mello, que se aposentou da Corte, em 2021. Ele se manifestou antes de sair do Supremo e disse que “empresa jornalística não responde civilmente quando, sem emitir opinião, veicule entrevista na qual é atribuído, pelo entrevistado, ato ilícito a determinada pessoa”.

No STF, prevaleceu o entendimento do ministro Alexandre de Moraes. Segundo a tese, é “vedada qualquer espécie de censura prévia, porém admitindo a possibilidade posterior de análise e responsabilização, inclusive com remoção de conteúdo, por informações comprovadamente injuriosas, difamantes, caluniosas, mentirosas e em relação a eventuais danos materiais e morais”.

R7

[VÍDEO] Fátima cobra regra ‘mais justa’ para lei de dívidas dos estados: ‘Não se pode tratar desiguais de maneira igual’

Quinta, 08 de agosto de 2024

A governadora do Rio Grande do Norte e presidente do Consórcio Nordeste, Fátima Bezerra (PT), defendeu nesta quarta-feira (7) a utilização do critério do Fundo de Participação dos Estados (FPE) para dividir os recursos previstos no fundo de equalização da renegociação das dívidas dos estados.

Em entrevista à CNN Brasil, a governadora afirmou que este é o critério “mais justo”. “(Este critério) Assegura uma melhor distribuição dos recursos olhando as desigualdades do ponto de vista socioeconômico e regionais que nós temos”, afirmou Fátima Bezerra.

Como mostrou a 98 FM, a proposta para renegociação das dívidas em discussão no Senado prevê que seja criado um fundo financeiro com parte do dinheiro que os estados não usarão mais para pagar juros. Hoje, a ideia é que o fundo seja abastecido com 1% dos juros.

Nesta quarta-feira, Fátima Bezerra e outros governadores do Nordeste se reuniram em Brasília com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para discutir o tema. Os gestores pediram uma elevação do valor do fundo (para 2% de abatimento de juros) e também a adoção do FPE para o rateio do dinheiro. Isso privilegiaria estados do Norte e Nordeste – que são menos endividados e, portanto, seriam compensados. A estimativa é que o fundo tenha algo em torno de R$ 7 bilhões por ano.

“Estamos buscando que a renegociação das dívidas se dê sem perder de vista o sentido da isonomia, sem perder de vista que não se pode tratar os desiguais de maneira igual. Daí a importância do fundo de equalização federativa. Hoje o projeto de lei o fundo seria formado por 1% (dos juros). Estamos propondo que, em vez de 1%, passe para 2%”, disse Fátima Bezerra.

O projeto de renegociação das dívidas dos estados deve entrar na pauta de votações do Senado na próxima semana.

Fonte: Portal 98Fm

VENEZUELA: Senado aprova convites para Amorim e Mauro Vieira explicarem posição do Brasil

Sexta, 09 de agosto de 2024

Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado aprovou, nesta quinta-feira, convites para que o assessor para assuntos internacionais da presidência da República, Celso Amorim, e o convite para ouvir o chanceler Mauro Vieira, sejam questionados sobre a posição do Brasil em relação às eleições na Venezuela. Os requerimentos foram apresentados pelos senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Tereza Cristina (PP-MS).

Amorim já tem firmado posição e afirmou que “não tem confiança” nas atas das eleições venezuelanas divulgadas pela oposição a Nicolás Maduro. A afirmação foi feita antes de a líder da oposição, María Corina Machado, ter oferecido, em entrevista ao GLOBO, apresentar ao governo brasileiro e a instituições do país as atas que diz confirmarem a vitória do candidato Edmundo Gonzável Urrutia.

Em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, Amorim voltou a defender a divulgação desses documentos pelo governo venezuelano. As atas são uma espécie de boletim das urnas do pleito realizado há dez dias.

— Claro que é lamentável que as atas não tenham aparecido. Eu não estou dizendo agora, disse isso para o presidente Maduro. Estive com ele no dia seguinte à eleição — afirmou.

Depois, o assessor completou.

— Eu também não tenho confiança nas atas da oposição.

O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela apontou Maduro como reeleito com 51,95% dos votos, enquanto González recebeu 43,18%.

A oposição e a comunidade internacional contestam o resultado divulgado pelo órgão eleitoral e pedem a divulgação das atas eleitorais (uma espécie de boletim das urnas). Contagem paralela da oposição, por sua vez, aponta que González venceu Maduro com 67% dos votos, contra 30% de Maduro.

Na entrevista, Amorim disse também que teme um agravamento da situação na Venezuela e que isso resulte em uma guerra civil no país.

— Temo muito que possa haver um conflito muito grave. Não quero usar a expressão guerra civil, mas temo muito. E eu acho que a gente tem de trabalhar para que haja um entendimento. Isso exige conciliação. E conciliação exige flexibilidade de todos os lados. Por que os EUA mantiveram sanções violentas quando já havia processo de negociação? Por que a União Europeia manteve sanções quando foi convidada para ser observadora? — disse ao programa Estúdio i, da GloboNews.

Defesa de solução

Amorim viajou à Venezuela para acompanhar o processo eleitoral no país no dia 28 de julho. Logo após o pleito, ele reforçou o pedido do governo brasileiro para a Venezuela publicar integralmente as atas da eleição presidencial.

— Temos que encontrar uma solução para isso. Acho, pessoalmente, pelo nível de divisão que eu vejo e existe na Venezuela, será necessária algum tipo de conversa de mediação — disse.

O Globo

Contato : (84) 9 9151-0643

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