martins em pauta

domingo, 2 de junho de 2019

Taxa de desemprego cai no Brasil e fica em 12,5%

Domingo, 02 de Junho de 2019


Pnad Contínua | Ainda assim, os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o País fechou o trimestre encerrado em abril com 13.177 milhões de pessoas sem emprego.

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 12,5% no trimestre encerrado em abril, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Em igual período de 2018, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 12,9%. No trimestre até março, ficou em 12,7%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.295 no trimestre até abril. O resultado representa alta de 0,6% em relação ao igual período do ano anterior.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 206,817 bilhões, alta de 2,8% ante esse período do ano anterior.

Ainda no trimestre encerrado em abril, o País tinha 13,177 milhões de pessoas em busca de emprego. No entanto, houve melhora em relação ao ano anterior: há menos 183 mil desempregados ante abril de 2018, o equivalente a um recuo de 1,4%. O total de ocupados cresceu 2,1% no período de um ano, o equivalente à criação de 1,937 milhão de postos de trabalho.

"A taxa de desocupação caiu porque houve alta expressiva na ocupação", apontou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. "O que a gente tem de aumento de população ocupada está praticamente focado no terceiro setor", complementou.

O contingente de inativos avançou 0,1% em abril deste ano ante igual mês do ano passado, 40 mil pessoas a mais nessa condição. A população desalentada (desistiu de procurar emprego) alcançou o recorde de 4,875 milhões de brasileiros no trimestre até abril de 2019.

O nível da ocupação, que mede o porcentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, foi estimado em 54,2% no trimestre até abril deste ano, ante 53,6% no trimestre até abril de 2018.

O País abriu 74 mil novos postos de trabalho em apenas um trimestre, enquanto 552 mil pessoas se somaram ao contingente de desempregados. Houve pressão da redução na população inativa, que totalizou 64,951 milhões no trimestre encerrado em abril, 326 mil a menos que nos três meses anteriores. (Agência Estado)

CLT

O País registrou a criação de 480 mil vagas com carteira assinada no trimestre encerrado em abril, em relação ao mesmo período do ano anterior.


(O POVO)

Bretas no STF!

Domingo, 02 de Junho de 2019


Em sua passagem por Goiás o presidente Bolsonaro fez uma declaração na Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil, “Será que não está na hora de termos um ministro do Supremo Tribunal Federal evangélico?”, disse Bolsonaro.

“O Supremo Tribunal Federal agora está discutindo se homofobia pode ser tipificado como racismo. Desculpe aqui o Supremo Tribunal Federal, que eu respeito e jamais atacaria outro poder, mas, pelo que me parece, estão legislando. E eu pergunto aos senhores: o Estado é laico, mas eu sou cristão”, disse o presidente.

Após esta declaração a boatos que Bretas seria um bom nome para o STF, uma vez que o ministro Sergio Moro, se aprovado o pacote “anticrime”, não poderá ocupar a vaga.

Bretas é evangélico, e é um forte candidato a ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), por indicação de Jair Bolsonaro.

EM PROGRAMA ESPORTIVO, GLOBO FORÇA A BARRA PRA CIMA DE OSCAR SCHMIDT SOBRE BOLSONARO, E ACABA SE DANDO MAL

Domingo, 02 de Junho de 2019


Durante o programa esportivo “O Grande Circulo” do Sportv, um dos canais petencentes a Rede Globo, uma pergunta sobre politica, que nada tem a ver com o tema do programa, foi feita para o entrevistado Oscar Schmidt.

Assim como aconteceu em outra ocasião e no mesmo programa, com o pai do jogador Neymar, Oscar foi perguntado sobre o que acha do governo de Bolsonaro. Indo contra a opinião da emissora e surpreendendo, o ex-jogar de basquete respondeu que está otimista com o novo governo.

“Eu estou muito otimista com o governo do Bolsonaro. Estou muito otimista que irá passar a reforma da previdência.” disse Oscar.
Assista o Vídeo:
Fonte: https://portalbr7.com/2019/06/01/em-programa-esportivo-globo-forca-a-barra-pra-cima-de-oscar-schmidt-sobre-bolsonaro-e-acaba-se-dando-mal/

Em uma só frase, Dória humilha FHC, Serra, Alckmin e Aécio

Domingo, 02 de Maio de 2019


O governador de São Paulo João Dória Júnior definitivamente destronou FHC, José Serra, Geraldo Alckmin e o moribundo Aécio Neves do comando do PSDB.

É efetivamente o novo comandante do partido. O quarteto citado não apita mais nada. Quem manda agora é Dória. E não se fala mais nisso.

Assim, numa entrevista para o jornalista Gerson Camarotti, o governador paulista fez questão de deixar bem claro esta situação, com uma frase que sob qualquer análise é humilhante para os ex-mandatários tucanos.

Disse Dória:
“O PSDB não vai ser mais o partido do muro, o partido que não toma decisões. Será a partir de agora um partido que tem posições e que defende essas posições com clareza.”

Nesse sentido, ignorando as frequentes críticas feitas por FHC ao presidente Jair Bolsonaro, o novo líder tucano decretou o seguinte:
“Na próxima semana o partido vai discutir e fechar questão na aprovação da Previdência na Câmara e no Senado.”

Resta a FHC mudar de mala e cuia para o PT.

Aliás, ele merece um lugar ao lado de seu eterno protegido Lula.

Amanda Acosta

Articulista e repórter
amanda@jornaldacidadeonline.com.br

Desvendado o nome do senador que tentou fraudar eleição em favor de Renan. Falta cassá-lo...

Domingo, 02 de Maio de 2019


O Senado Federal já tem o nome do senador que no dia 2 de fevereiro deste ano, tentou fraudar a eleição para presidente da Casa, em favor de Renan Calheiros.

Uma atitude vil, execrável e imperdoável. Um crime.

Após minuciosa investigação e análise, o nome do protagonista desse inacreditável episódio já está devidamente apontado num relatório em mãos do corregedor Roberto Rocha.

Segundo revelado pela Revista Crusoé, o fraudador é de Roraima, foi eleito em 2018 pelo PRB e possui um nome bastante sugestivo: Mecias de Jesus.

Resta saber o que se espera para que o Senado Federal providencie a sua cassação.

Ou será que vão esperar o caso cair definitivamente no esquecimento?

Lívia Martins

Articulista e repórter
livia@jornaldacidadeonline.com.br

Em clima tenso, Globo demite mais um e proíbe apresentador de se despedir ao vivo

Domingo, 02 de Junho de 2019


A semana termina com mais uma demissão na Rede Globo.

O clima na vênus platinada está cada vez mais tenso.

O demitido Ivan Moré, que desde 2013 apresentava o Globo Esporte, foi proibido de se despedir ao vivo.

A Globo alega que a decisão pela proibição de algo que já era uma tradição na emissora, foi para evitar que Ivan chorasse ao vivo.

Na realidade, a alta cúpula de jornalismo da emissora parece que está sofrendo de uma espécie de ‘dor de cotovelo’.

O jornalista, algumas horas após o anúncio de sua demissão, foi contratado pela Record.

A confirmação oficial de seu novo vínculo deve ser feita na próxima segunda-feira (3).

O que vemos acontecer com a Globo é a iminente queda de um gigante.


da Redação

Fonte: Jornal da Cidade Online

Com jogo de imagens e omissão de informações, Globo tenta fazer crescer os protestos da esquerda (Veja o Vídeo)

Domingo, 02 de Maio de 2019


Na sua tarefa inglória de tentar agigantar os protestos da última quinta-feira (30), a Rede Globo, numa longa reportagem, usou de técnicas de filmagem para dar uma dimensão maior ao evento e omitiu informações importantes.

Porém, uma análise mais criteriosa das próprias imagens apresentadas no Jornal Nacional e a observação do conteúdo narrado pela reportagem, dão a exata noção de que as manifestações foram um fiasco retumbante, os manifestantes, em sua esmagadora maioria, militantes políticos e o movimento absolutamente partidário e ideológico.

Não se vê, em nenhum momento da transmissão, uma bandeira do Brasil. A predominância da cor vermelha é notória.

A câmera é sempre fechada, nunca a imagem é aberta. Uma técnica para camuflar o real número de pessoas presentes.

E em nenhum momento o JN revela a estimativa do número de participantes, como sempre costuma fazer em eventos desse tipo.

Além disso, as agressões e atos de violência verificados, inclusive contra o repórter Marcelo Mattos da Rádio Jovem Pan, foram simplesmente ignoradas.

Uma vergonha!

Veja o vídeo:
da RedaçãoFonte: Jornal da Cidade Online

Membros do Centrão reclamam que Maia toma decisões sem consultá-los, diz coluna

Domingo, 02 de Junho de 2019 

Foto: Sérgio Lima / Poder360

A postura do presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) na Câmara dos Deputados tem desagradado parlamentares do Centrão. Enquanto alguns o apoiam no comando da Casa, outros reclamam do seu hábito de tomar decisões sem consultar ninguém.

Segundo informações do blog Radar, da Veja, como exemplo dessas atitudes, eles citam o rompimento e a conciliação com o líder do governo, Major Vitor Hugo (PSL-GO), e também a presença no café da manhã com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

Estados e municípios terão ‘folga’ de R$ 350 bilhões se forem incluídos na reforma da Previdência


A equipe econômica do governo já admite que mais um item deve ficar de fora do projeto de reforma da Previdência que tramita no Congresso: a inclusão de Estados e municípios na proposta. Embora considere o tema importante, pois grande parte dos servidores estaduais se aposentam mais cedo graças a regras especiais (como professores ou policiais), os integrantes do Ministério da Economia já receberam a sinalização de que há resistência a esse item na proposta e não farão disso um caso de vida ou morte, segundo apurou o “Estadão/Broadcast”, plataforma de notícias em tempo real do Grupo Estado.

A saída de Estados e municípios da reforma se somaria a outros itens que o governo já admitiu abrir mão, dada a resistência dos parlamentares em aprová-los, como as mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC, o auxílio a idosos em situação de miséria) e na aposentadoria dos trabalhadores rurais. Mas, diferentemente desses casos, a exclusão dos governos regionais da reforma não teria impacto nas contas da reforma – a economia de R$ 1,2 trilhão em dez anos calculada pelo governo leva em conta apenas os gastos federais.

O impacto seria grande mesmo nas contas dos Estados e municípios. E, por isso mesmo, a avaliação em Brasília é a de que são governadores e prefeitos que precisam se engajar na defesa da reforma. Se o projeto da equipe econômica excluí-los, cada Estado ou município precisará aprovar mudanças nos Legislativos locais – o que pode ser um fator de desgaste maior para esses governantes com os servidores públicos. As contas do governo são de que a reforma poderia proporcionar uma economia de R$ 350 bilhões em dez anos para Estados e municípios (ver mais abaixo).

Essa resistência dos parlamentares em Brasília em aprovar uma reforma que inclua governos estaduais e prefeituras tem, claro, uma motivação política. Lideranças de partidos de centro e do próprio PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, têm feito chegar à equipe econômica a mensagem de que não pretendem assumir o desgaste ante suas bases eleitorais para que até governadores e prefeitos de oposição colham os frutos pela melhora nas contas. Alguns deputados já miram as eleições para prefeitura, em 2020, e para governo do Estado, em 2022. Por isso, resistem a fortalecer potenciais candidatos de oposição.

Além disso, embora muitos governadores e prefeitos apoiem publicamente a aprovação da reforma, a visão dos parlamentares é a de que governadores de partidos de oposição têm falado contra a proposta, embora precisem dela para melhorar as contas de seus Estados e sobreviver politicamente.

Briga

A interlocutores, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tem dito que gostaria de “consertar todo mundo”, mas demonstra também compreender a posição dos partidos de centro e indica que o governo federal não comprará a briga sozinho. A avaliação do ministro é a de que cabe à oposição agir e que seria um equívoco se os governadores desses partidos não partissem em defesa da reforma, pois isso resultaria em uma “destruição política”.

Ele acredita que esses governadores podem, no futuro, ser cobrados pela ausência de apoio à proposta, principalmente se os efeitos da crise ficarem ainda mais evidentes na precarização de serviços públicos.

O PT é um dos principais críticos e governa Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. Na Câmara, o partido tem se posicionado contra a proposta, mesmo diante da posição de governadores como Rui Costa (BA). Ele já defendeu a reforma mediante a revisão de pontos como aposentadoria rural e benefício assistencial, a retirada dos parâmetros da Constituição e da criação de um regime de capitalização – em que o trabalhador contribui para contas individuais.

‘Os Estados vão quebrar’

Sócia da consultoria Oliver Wyman e ex-secretária de Fazenda de Goiás, a economista Ana Carla Abrão avalia que a retirada dos Estados do projeto de reforma da Previdência deixaria o País paralisado, ao obrigar a realização de outras 27 reformas previdenciárias. “Os Estados vão quebrar um após o outro”, alertou. Para a economista, é importante que o governo federal faça um trabalho de convencimento, para que os resistentes à mudança deixem as motivações eleitorais de lado. “Não se pode desperdiçar essa oportunidade.”

A equipe econômica estima que a reforma da Previdência traria uma economia de R$ 350,66 bilhões para os Estados em uma década. Nos quatro Estados governados pelo PT, a economia seria de R$ 43,91 bilhões – ou 12,5% do total.

No Maranhão, governado por Flávio Dino (PCdoB), o impacto seria de mais R$ 6,24 bilhões. Em Pernambuco, de Paulo Câmara (PSB), a economia seria de R$ 12,14 bilhões no período.

Os maiores impactos da reforma seriam em Estados como São Paulo, Minas, Rio, Distrito Federal, Paraná e Rio Grande do Sul, cujos governadores têm defendido a aprovação da reforma. Para esses seis, o impacto está calculado em R$ 195,66 bilhões em dez anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo / Blog do BG


OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Manoel
    É góipi! O RN não precisa de reforma da previdência, afinal nossa governadora e outros governadores do nordeste são contra essa reforma! Somos ricos, tão ricos que se o nordeste se tornasse independente iria competir ali, cabeça a cabeça, com potências mundiais, tais como a Venezuela, Cuba! Kkk

Governo quer aumentar acompanhamento de transferências da União

Domingo, 02 de Junho de 2019

A Secretaria de Gestão do Ministério da Economia (Seges) quer viabilizar o monitoramento e o controle por qualquer cidadão das transferências feitas pela União, inclusive com a alimentação de fotos em sistema georreferenciado.

De acordo com o Programa de Integridade de Transferências da União, todos os dados relativos a repasses a mais de 30 mil organizações civis, 5.570 municípios e 26 estados e o Distrito Federal poderão ser acessados por qualquer pessoa na Plataforma +Brasil, desenvolvida pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). A alimentação de todos os dados deverá estar concluída até 2022.

Segundo apresentação encaminhada à Agência Brasil, o valor total de transferências no ano passado foi de R$ 370 bilhões. De cada R$ 100 repassados R$ 93,78 foram de transferências obrigatórias e R$ 6,21 foram de transferências discricionárias específicas.

As principais transferências obrigatórias, segundo o Tesouro Nacional, são o Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE), o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o Fundo de Compensação pela Exportação de Produtos Industrializados – FPEX, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR).

São despesas discricionárias as operações voluntárias da União condicionadas à celebração de instrumento jurídico (contrato ou convênio) com estados, municípios, organizações civis, organismos internacionais. Segundo o secretário de Gestão do Ministério da Economia, Cristiano Rocha Heckert, mais da metade dessas transferências são para a saúde e a educação. A proporção inclui investimentos em obras e gastos de custeio.

A disponibilização dos dados é paralela ao Programa de Integridade da Controladoria-Geral da União (CGU), que inclui “conjunto estruturado de medidas institucionais voltadas para a prevenção, detecção, punição e remediação de práticas de corrupção, fraudes, irregularidades e desvios éticos e de conduta”.

De acordo com Heckert, “a integridade fala mais da pessoa. Em ela agir com integridade no trabalho. Isso passa por ser transparente, não cometer atos de corrupção”.

Apesar da iniciativa ter o propósito de coibir fraudes e desvios com recursos de transferências, o secretário de Gestão assinala que “a má fé é um problema, mas não é o maior”

Para ele, “a principal dificuldade é a falta de capacidade institucional de quem recebe os recursos para executar esse dinheiro, especialmente os municípios menores. Recursos que são repassados para fazer uma obra, como uma creche ou pavimentação de uma rua, e chega lá o município não tem condição de fazer um projeto básico de engenharia, de fazer uma licitação, de contratar, ou de conseguir as licenças ambientais”.

A Plataforma +Brasil terá três níveis de funcionalidade: Cidadão + Brasil, para pessoas comuns acompanharem o andamento de projetos financiados pela União; Gestão + Brasil, para informação diária dos gestores responsáveis; e a Fiscalização +Brasil, para acompanhamento do status de cada ação, inclusive com fotos postadas por cidadãos comuns.

O governo federal já dispõe de sistemas que permitem acompanhamento do uso de recursos públicos, inclusive transferências, como Sistema de Convênios; o Tesouro Transparente; o Painel de Integridade Pública; e o Portal da Transparência.

Agência Brasil

‘Gostaram do evangélico no Supremo?’, pergunta Bolsonaro a apoiadores

Domingo, 02 de Maio de 2019


Ao deixar o Palácio da Alvorada para um almoço neste sábado, o presidente Jair Bolsonaro perguntou a apoiadores que o cumprimentavam se haviam gostado da possibilidade de ele indicar um evangélico como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). “Gostaram do evangélico no Supremo? Gostaram?”, perguntou o presidente. “É uma bênção”, respondeu uma mulher.

Ontem, em Goiânia, Bolsonaro questionou se não estava na hora de a Suprema Corte ter um magistrado evangélico. “Não me venha a imprensa dizer que eu quero misturar a Justiça com a religião. Todos nós temos uma religião ou não temos. Respeitamos e tem que respeitar. Será que não está na hora de termos um ministro do Supremo Tribunal Federal evangélico?”, perguntou o presidente, aplaudido de pé por fiéis que participaram da Convenção Nacional das Assembleias de Deus, em Goiânia.

Bolsonaro deixou o Alvorada por volta de 12h30 rumo a uma quadra residencial no Lago Sul, área nobre da capital Brasília. Na saída ele não havia informado o destino. Só no local, os jornalistas descobriram que Bolsonaro é um dos convidados pelo dono da casa, que não quis se identificar, para um churrasco.

Ainda nas imediações do Alvorada, Bolsonaro desceu do carro para cumprimentar turistas e apoiadores que visitavam o local. Ele foi bastante assediado e elogiado. Bem humorado, trajando uma camisa da Seleção Brasileira, o presidente retribuiu o carinho dos presentes com brincadeiras e poses para fotos e selfies.

Muitos dos presentes disseram ao presidente que estavam rezando por ele. Bolsonaro agradeceu e parou para ouvir a leitura do Salmo 91, feita por uma senhora.

Os jornalistas até tentaram questionar o presidente sobre temas como o Código Florestal, um possível envio da reforma política ao Congresso e sobre a reforma previdenciária. Mas ele continuou dando atenção aos admiradores e deixou de responder às perguntas. Indagado sobre a Previdência, limitou-se a dizer apenas “vai aprovar, vai aprovar”, reagindo à insistência da reportagem, mas sem entrar em detalhes.

Estadão Conteúdo

Brasil vai sediar Copa do Mundo Sub-17 buscando reerguer futebol

Domingo, 02 de Junho de 2019

O Brasil vai sediar a Copa do Mundo de Futebol Sub-17. A competição será disputada entre os dias 26 de outubro e 17 de novembro deste ano. A Federação Internacional de Futebol (Fifa) confirmou as datas das partidas nessa sexta-feira (31), após visita de inspeção ao país. Os locais e toda a programação de jogos serão confirmados antes do sorteio, que foi marcado para o dia 11 de julho na sede da Fifa, em Zurique, na Suíça.

O secretário-geral adjunto da Fifa, o croata Zvonimir Boban, valorizou o sucesso recente do Brasil ao receber eventos esportivos de grande porte. O dirigente da entidade máxima do futebol ressaltou o esforço feito pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para sediar o torneio.

“Nos últimos anos, o Brasil sediou com sucesso uma série de competições, incluindo a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e as Olimpíadas de 2016. Temos certeza de que, juntas, a experiência do Brasil e a paixão dos torcedores vão contribuir para o sucesso da Copa do Mundo Su-17 Fifa 2019”.

Presenças confirmadas

Até agora, 23 das 24 equipes participantes já estão confirmadas. Falta apenas o quarto representante da CAF, confederação que representa o futebol da África e que inclui Angola, Camarões e a Nigéria.

Agência Brasil

Com base em decreto de Temer, condenados no Mensalão estão a caminho de indulto

Domingo, 002 de Junho de 2019



A procuradoria-geral da República reconheceu o indulto a dois condenados no Mensalão, com base no decreto do ex-presidente Michel Temer (MDB), de dezembro de 2017. Os agraciados são a ex-presidente e o ex-vice-presidente do Banco Rural, Kátia Rabello e José Roberto Salgado, ambos condenados a 14 anos e 5 meses de prisão. Eles cumprem pena desde novembro de 2013.

Os ex-dirigentes do banco foram condenados pelos crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e evasão de divisas na Ação Penal 470 (Mensalão) – primeiro escândalo da era Lula levou à prisão quadros importantes do PT, como o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) e José Genoino, ex-presidente do partido. Eles pediram o reconhecimento do indulto em razão do cumprimento de mais de um quinto da pena – critério estabelecido pelo decreto de Temer.

Polêmico, o decreto do emedebista permitia que, a partir do cumprimento de um quinto da pena, até mesmo condenados por peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa fossem agraciados com o perdão da pena. A Procuradoria-Geral da República moveu ação questionando a constitucionalidade do benefício. Em maio deste ano, por 7 a 4, o Supremo Tribunal Federal, no entanto, o declarou constitucional.

Ao reconhecer o benefício aos ex-executivos do Rural, o subprocurador-geral, Luciano Mariz Maia, lembrou que ‘o Decreto 9.246, de 21 de dezembro de 2017, não seguiu o padrão usual desses benefícios e atingiu, também, crimes contra a administração pública, notadamente corrupção e lavagem de dinheiro’. “As regras incidentes na norma não encontram equivalentes nos decretos de indulto referentes aos anos anteriores”.

No entanto, Maia lembra de que o Supremo julgou a medida do ex-presidente constitucional. “Portanto, satisfeitos os requisitos previstos na norma de regência, a hipótese é de reconhecimento do direito ao indulto”.

Prerrogativa do presidente da República, o decreto de indulto permite que o Estado conceda benefícios ou perdoe a pena de condenados que atendam a alguns critérios, como o cumprimento parcial da pena, por exemplo.

O indulto

À época em que o decreto foi editado pelo ex-presidente Michel Temer, houve forte reação da Lava Jato. O coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, divulgou uma lista com 21 nomes de condenados pelo escândalo na Petrobrás que poderiam ser beneficiados.

Entre eles, estavam o ex-ministro Antonio Palocci, o ex-senador Gim Argello, os ex-deputados André Vargas e João Argolo, o pecuarista José Carlos Bumlai, operadores de propina e empresários. “Liberação do indulto é a ruína da Lava Jato”, afirmou.

O procurador afirmou ainda, à época, que, ao editar o decreto, o presidente ‘prepara uma saída para si (se condenado) e para outros réus da #LavaJato’.

À época, o ex-presidente já havia sido denunciado pelos crimes de organização criminosa (quadrilhão do MDB) e pela mala de R$ 500 mil da JBS ao seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures.

Atualmente, ele é réu nestes dois processos, e também em ações envolvendo supostos desvios e corrupção nas obras da Usina de Angra III, no inquérito dos Portos, e no caso envolvendo o áudio em que foi gravado pelo o delator Joesley Batista, no Palácio do Jaburu, supostamente assentindo com a compra do silêncio de Eduardo Cunha.

Sua defesa nega, com veemência, todas as acusações, e afirma que o ex-presidente é inocente.

A ação da PGR

Ainda em dezembro de 2017, a procuradora-geral, Raquel Dodge, moveu Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o decreto de Temer.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, a ação aponta que a norma fere a Constituição Federal ao prever a possibilidade de exonerar o acusado de penas patrimoniais e não apenas das relativas à prisão, além de permitir a paralisação de processos e recursos em andamento.

Além disso, a norma, segundo Raquel, estende a possibilidade de indulto a pessoas que estejam respondendo a outro processo, mesmo que ele tenha como objeto a prática de crimes como tortura, terrorismo ou de caráter hediondo.

Segundo a PGR, isso contraria o artigo 5º XLII da Constituição Federal, que veda o indulto para esses crimes.

A liminar

A então presidente do Supremo, Cármen Lúcia, suspendeu, ainda em dezembro de 2017, pontos do decreto publicado pelo então presidente, quando estava responsável pelos despachos da Corte durante o recesso.

Para Cármen, a “situação de impunidade” aconteceria porque o indulto tornaria as penas para diversos crimes tão ínfimas que deixariam desprotegidas a sociedade e a administração pública.

A decisão chegou a ser confirmada pelo relator, Luís Roberto Barroso, que suspendeu diversos trechos do texto, excluindo crimes de ‘peculato, concussão, corrupção passiva, corrupção ativa, tráfico de influência, os praticados contra o sistema financeiro nacional, os previstos na Lei de Licitações, os crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de bens, os previstos na Lei de Organizações Criminosas e a associação criminosa’.

O julgamento

Em maio deste ano, o decreto de Temer foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Por 7 a 4, prevaleceu o entendimento de que o indulto é um ato privado do presidente da República, não cabendo ao Supremo definir ou rever as regras estabelecidas no decreto.

A favor do direito de o presidente da República editar o decreto como quiser se posicionaram os ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Celso de Mello e o presidente da Corte, ministro Dias Toffoli.

O julgamento foi marcado por embates. “O STF está decidindo que é legítimo o indulto coletivo concedido com o cumprimento de 1/5 da pena, independentemente de a pena ser de 4 ou 30 anos, inclusive pelos crimes de peculato, corrupção, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa”, criticou o relator da ação, ministro Luís Roberto Barroso.

Nesse momento, o clima esquentou na sessão e Moraes rebateu o colega: “O Supremo Tribunal Federal está reconhecendo a constitucionalidade do presidente da República, independentemente de quem seja, editar um indulto que existe desde o início da Republica – e não ser substituído por um (ministro) relator do STF que fixa condições”.

Estadão Conteúdo

‘Tenho medo de morrer’, diz advogada suspeita de atrapalhar o caso Marielle Franco

Domingo, 02 de Junho de 2019

A advogada Camila Lima Nogueira afirma ter medo de ser assassinada. Apontada pela Polícia Federal como integrante de uma organização criminosa que tem o objetivo de impedir a elucidação dos homicídios da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ela nega que tenha cometido qualquer ato ilegal para atrapalhar as investigações.

“Eu tenho medo de morrer. Eu não tenho segurança para estar no Brasil. Eu tenho medo de ter sido vítima de uma grande armação e de ter gente muito pior envolvida neste caso e de me matarem por causa disso”, afirmou a advogada em entrevista ao UOL.

“Tenho medo de ser assassinada porque todos que teriam interesse em manipular as informações e personagens estão fora da investigação federal”, afirma, sem citar nomes.

A criminalista defende o policial militar Rodrigo Jorge Ferreira, o Ferreirinha, preso na sexta-feira (31) durante uma operação da Polícia Militar do Rio para desmontar uma milícia que atua na zona oeste do Rio. O PM disse em depoimento à PF ter mentido quando incriminou o chefe do grupo paramilitar, Orlando Curicica, como um dos mandantes da morte da vereadora do PSOL.

Para a PF, Ferreirinha e sua advogada agiram em conluio para obstruir a investigação do caso.

“Como eu vou estar numa organização criminosa? Eu não tenho dinheiro algum. Eu perdi as coisas dentro da minha casa, minha mãe está pagando supermercado para mim. Eu quero que eles apresentem provas.”

Desde que foi alvo de um mandado de busca e apreensão no último dia 21 de fevereiro, a advogada diz passar a maior parte do tempo dentro de casa, em um bairro da zona sul do Rio. Na rua, teme estar sendo perseguida por carros que trafegam lentamente ao seu lado. Ela afirma, porém, que nunca recebeu ameaças.

A advogada diz ainda que pediu em fevereiro ajuda à seccional fluminense da OAB e ao Ministério Público para entrar em um programa de proteção de testemunhas, mas nunca recebeu respostas.

Procurada pela reportagem, a OAB-RJ afirmou que “ninguém da diretoria tem conhecimento desse fato”. O UOL também entrou em contato com o Ministério Público do Rio para que comentasse as declarações da advogada, mas o órgão não enviou resposta até o fechamento desta matéria.

Se inventou, parabéns

“Se ele inventou isso tudo, parabéns para ele. Por que eu acreditei. Tanto acreditei no que ele falou que o levei à PF e depois à Delegacia de Homicídios da Capital para prestar depoimento”, disse Camila.

A advogada afirma que conheceu Ferreirinha em fevereiro de 2018, quando um amigo a indicou para resolver um processo judicial do PM referente a uma casa dele que seria levada a leilão pela Caixa Econômica Federal.

Após a morte de um colaborador do vereador Marcello Siciliano (PHS) ouvido no Caso Marielle, em abril de 2018, o PM teria pedido à defensora para que entrasse em contato com autoridades. Ele queria contar o que sabia o caso Marielle.

Ao atender o pedido de seu cliente, Camila afirma que um conhecido dela, funcionário da Justiça Federal, indicou que procurasse o delegado da PF Hélio Khristian Cunha de Almeida. Ele encaminhou a advogada e o PM à Delegacia de Homicídios. Ferreirinha contou ter ouvido uma conversa, num restaurante em meados de 2017, em que Siciliano e Curicica diziam que “precisavam resolver” um problema com Marielle e o deputado Marcelo Freixo (PSOL).

“Eu acredito que ele testemunhou o encontro entre Siciliano e Curicica relatado por ele. A conversa sim houve, isso não quer dizer que os dois sejam os mandantes da morte de Marielle, foi a Polícia Civil que pescou isso”, disse a advogada.

Curicica e Siciliano negaram participação na morte de Marielle.

Preso no Rio, Curicica foi transferido para o presídio federal de Mossoró (RN). Lá prestou depoimento, afirmando que a Polícia Civil do Rio o pressionou para que assumisse o crime e revelou um suposto esquema de corrupção na Delegacia de Homicídios que impediria a resolução de homicídios praticados por milicianos e membros do jogo do bicho.

O depoimento de Curicica motivou a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a determinar a entrada da Polícia Federal no caso.

“Eu não acredito que Rodrigo iria peitar tudo o que ele está peitando se tivesse inventado essa história. Ele tinha interesse de tirar Orlando do Rio porque tinha muito medo de ser assassinado, mas ele não mentiu”, afirma a advogada.

PF distorce depoimento

No mesmo dia em que foi alvo de um mandado de busca e apreensão, a advogada prestou depoimento à Polícia Federal. A transcrição mostra que Camila passou a duvidar da versão apresentada pelo seu cliente. Ela diz que suas declarações foram distorcidas.

“O teor do meu depoimento é falseado, não é baseado no que eu penso. Dizer que eu consegui, ao lado de um cliente, engambelar toda a Delegacia de Homicídios, é dizer que tenho um poder que nem sabia que tenho”, disse a advogada, que afirma ter perdido clientes.

“Eu não sou bandida. Eu estou no exercício da minha profissão. E o que mais me chocou foi a OAB não ter se manifestado em nada. Eu fui alvo de um mandado de busca e apreensão. Fui coagida. Conduzida à PF porque um delegado me disse que estaria sendo presa até o final do dia”.

O UOL entrou em contato com a Superintendência da Polícia Federal no Rio, para que comentasse as declarações da advogada, mas não houve resposta até o fechamento desta matéria.

Folhapress

Weintraub é alvo de novo inquérito do MPF por nota sobre protesto

Domingo, 02 de Junho de 2019


Declarações e atos do ministro da Educação, Abraham Weintraub, contra estudantes e professores levaram duas procuradorias do Ministério Público Federal (MPF) a questionar sua conduta à frente da pasta.

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão instaurou inquérito ontem, depois de o ministro enviar nota às escolas em que desautoriza pais, alunos e professores a estimularem e divulgarem protestos.

Segundo o MPF, a nota fere artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como o que assegura à família e ao Estado o direito e o dever à educação. A procuradoria federal encaminhou ao Ministério da Educação um pedido para que cancele a nota enviada. O órgão deu prazo de dez dias para que o MEC informe se acatará a recomendação, sob risco de ficar sujeito a medidas judiciais.

O MPF também orientou a pasta a se abster de “cercear a liberdade de professores, pais e responsáveis, pela prática de manifestação livre de ideias”.

Na quinta-feira, antes da divulgação da nota do ministro, o MPF já havia ajuizado ação civil pública na Justiça Federal do Rio Grande do Norte contra Weintraub e a União por danos morais coletivos por causa das falas consideradas ofensivas a alunos e professores.

O órgão pede R$ 5 milhões em caso de condenação. Os procuradores citam declarações que, segundo eles, são preconceituosas. Entre elas a de que “universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão verbas reduzidas”, como disse o ministro ao jornal O Estado de S. Paulo sobre três instituições federais.

Perguntado sobre os questionamentos do MPF, o ministério disse que “toda manifestação democrática e pacífica é direito de qualquer cidadão”, mas que condena “práticas de constrangimento” para que estudantes e professores participem dos atos “contra a vontade”.

A pasta informou que, de quarta-feira até ontem de manhã, registrou 439 denúncias – 212 foram triadas e 190 teriam alguma referência aos atos. “A Ouvidoria irá analisar cada caso e encaminhar para os órgão de investigação competentes.”

Competência

Nina Ranieri, professora da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), diz que o ministro não tem competência legal para esse tipo de ação. Segundo ela, ele estaria ferindo o direito de liberdade de expressão e manifestação dos alunos e professores e promovendo ingerência nas famílias e sistemas de ensino dos Estados e municípios, responsáveis pelo ensino público. “O comunicado não se sustenta. Não há fundamento jurídico que o dê competência ou direito para tal.”

Nina questiona quais são os órgãos de investigação competente aos quais se refere ao MEC. “O que vai fazer com essas denúncias? Que tipo de denúncia receberam? Quem vai avaliar cada uma delas e a quem vai encaminhar?”, questiona. A pasta não respondeu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

Contato : (84) 9 9151-0643

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