Segunda, 23 de março de 2026
De acordo com relatos, embora Toffoli sustente internamente que não pretende deixar o cargo — inclusive tendo adotado a medida de suspeição em processos relacionados — há magistrados que consideram sua saída um desfecho praticamente inevitável.
“O ministro Dias Toffoli é categórico nos bastidores ao dizer que não vai sair do STF, inclusive, fez o movimento de suspeição por isso. Mas, por outro lado, há ministros que avaliam que será inevitável uma renúncia, uma aposentadoria. Quando que o Supremo vai sair do epicentro da crise do Banco Master? Ninguém tem esperança de que isso aconteça rapidamente. E, portanto, uma saída do ministro Dias Toffoli poderia aliviar essa crise”, declarou o comunicador.
Ainda conforme a análise, o entendimento interno é de que, apesar de Alexandre de Moraes também enfrentar pressões, ele conta com maior sustentação política e institucional. Esse fator contribuiria para um tratamento distinto entre os dois ministros no contexto atual.
“O presidente Lula tem algumas rusgas com Dias Toffoli. Inclusive, foi ele que indicou Toffoli para o STF em 2003, e depois quando estava preso, ele não permitiu que Lula fosse no velório do irmão dele. Isso criou um clima muito ruim entre os dois, e que também prejudica a situação. Muito diferente de Moraes, que conduziu todo o processo contra Jair Bolsonaro. (…) Portanto, ele [Moraes] tem hoje um simbolismo maior dentro da Corte. Sacrificar Alexandre de Moraes teria um custo político muito maior que sacrificar Dias Toffoli”, relatou Teixeira.
Paralelamente, conforme já noticiado, a Polícia Federal avalia que eventuais desdobramentos envolvendo ministros do STF no caso estariam diretamente ligados às decisões do relator do processo, o ministro André Mendonça. A leitura dentro da corporação é de que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, estaria alinhado a uma ala do Supremo que busca conter os danos institucionais e reduzir o impacto da crise.
Fonte: Jornal da Cidade Online

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