Segunda, 16 de fevereiro de 2026
Aliados do governador de São Paulo avaliam que, caso Bolsonaro passe a cumprir pena em casa, ele ficará mais exposto à influência de familiares e lideranças políticas que defendem a candidatura de Tarcísio. Entre os nomes citados está Michelle Bolsonaro, apontada como possível vice na chapa do governador e que vem atuando junto a ministros do STF para viabilizar a mudança do regime prisional do marido.
A leitura desse grupo é que, fora do ambiente carcerário, Bolsonaro estaria mais aberto a ponderações estratégicas e poderia ser convencido a apoiar Tarcísio como nome mais competitivo para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Visão oposta no entorno de Flávio
Aliados do senador Flávio Bolsonaro enxergam o cenário de forma oposta. Para eles, a prisão domiciliar pode fortalecer ainda mais a candidatura do filho, já que Bolsonaro teria melhores condições de acompanhar pesquisas, avaliar cenários eleitorais e observar o crescimento do senador nas intenções de voto.
Segundo essa ala, o contato mais direto com a família reforçaria a decisão do ex-presidente de manter Flávio como seu escolhido para a disputa ao Planalto.
Expectativa no STF e discurso público
Como já noticiado, aumentou a expectativa de que o ministro Alexandre de Moraes autorize a prisão domiciliar de Bolsonaro nas próximas semanas. A definição, no entanto, ainda é incerta.
Enquanto isso, Tarcísio de Freitas mantém publicamente o discurso de que disputará a reeleição ao governo de São Paulo, embora demonstre apoio discreto à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. Nos bastidores, porém, a articulação segue intensa, e o eventual benefício judicial ao ex-presidente pode redesenhar o tabuleiro das eleições de 2026.
Fonte: Jornal da Cidade Online

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